generalidades

Ontem tive um encontro com uma das crianças da minha vida, um menino que agora tem dez anos. Saímos só nós dois pra passear, fizemos os programas todos que ele escolheu, até entrar no cinema pra ver o único filme disponível no horário (Invictus), que ele insistiu pra ver, para acabarmos saindo da sala antes dos dez minutos, quando ele percebeu que o filme não era do estilo de que ele gosta. Eu o entendi (e fiquei feliz por isso): as lojas do shopping tinham fechado, a sala de jogos onde ele se divertia também, já tínhamos comido, nossa última opção era o cinema, mas não havia mais filmes infantojuvenis. Mesmo assim, ele insistiu para assistir ao único filme com censura livre: o que ele queria era estender nosso tempo juntos. E isso me fez amá-lo ainda mais. 

… 

Logo que nos reencontramos, ainda no carro (– Eu já posso ir no banco da frente, agora tenho dez anos!), eu disse a ele: 
– Que saudade! Estou tão feliz por te ver! 
E a resposta, com um sotaque italiano de interior, de quem voltou das férias na casa da avó: 
– Ecco! Eu igualmente. 

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