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+ família

Lá fomos nós de novo, os quatro, para Brusque, visitar a família Ribeiro.

Avisamos a minha vó Idalete com antecedência suficiente para ela poder preparar todas as delícias que ela não conseguiu preparar nas visitas anteriores porque eu sempre avisava em cima da hora que ia.

E minha vó Idalete é isso: memória das delícias da infância. Até hoje, ela me recebe com gostosuras e me manda de volta pra casa com cucas, orelhas de gato, pão caseiro, bolachinhas de natal sem cobertura (ela faz assim pra mim, porque é assim que eu gosto) ou outras delícias que ela prepara. Minha vó Idalete é do tipo que me liga pra dizer que os moranguinhos estão nascendo. Minha vó Idalete faz o Rafofura acordar na casa dela, sair do quarto onde estamos dormindo e ir encontrá-la na cozinha, dizendo-lhe: “Bom dia, bisa-Lete. Quero nescauzinho, por favor” (e isso aconteceu na primeira vez que os meninos foram pra lá, quando tinham acabado de conhecê-la).

Ela sempre quis preparar gostosuras para os meninos experimentarem, mas como eu avisava em cima da hora sobre a nossa ida, ela não tinha tempo de assar as coisas. Então  – depois de me dar um bronca – ela comprava coisas gostosas na padaria, mas que não chegam aos pés do que ela prepara em casa. Mesmo assim, os meninos já tinham associado a ideia de visitá-la com a ideia de comerem bem. “Lá na casa da bisa-Lete a gente só come coisas gostosas”, diziam os dois, e eles não tinham ainda experimentado as delícias da bisa.

Desta vez, teve cuca de banana (a preferida do Victor), cuca de coco (a preferida do Zúnio), cuca de farofa, cupcakes com cobertura de chocolate ao leite e chocolate branco, pão de mel coberto com chocolate ao leite, orelhas de gato, pão da vó, lasanha da tia Léli, amêndoas de Páscoa, cestas e ovos de Páscoa presenteados pelo meu pai, churrasco, maionese de batata (a minha preferida), batatinha frita pros meninos e muita gente de barriga cheia e beeeeem satisfeita.

Lá fomos nós, saindo de Floripa no sábado já escurecendo, chegando a Brusque à noite e saindo de lá no dia seguinte depois do almoço, pois era o tempo que tínhamos para estar lá desta vez. Ficamos menos de 24 horas. O Victor nos disse várias vezes: “Esse fim de semana está muito gostoso” – seria o fim de semana ou as comilanças da bisa? Voltamos com a sensação de que ficamos lá o fim de semana inteiro, por mais tempo do que ficamos de verdade. Voltamos com a sensação de tempo bem aproveitado, de ficar bem juntinho e da forma como mais gostamos: em família.

~

 Mais tarde, ao levar os meninos à casa da mãe deles, o Victor pega a sua gatinha e a traz até mim. Ele coloca a bichinha no meu colo e vai logo apresentando: “Docinho, essa é a tua vodrasta”.

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Um comentário em “+ família

  1. Eu só estou chorando porque não comi nenhuma destas delícias, não é por saudade de tudo isso…
    Qualquer dia a Docinho vai conhecer a bisa torCida, haha.
    Tenho certeza que a vó Idalete tua Daise, ainda deve estar prosa e feliz com a visita.
    <3

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