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o pão que eu mesma amassei

Acabei de assar um pão. SOVADO POR MIM. POR UMA HORA, enquanto eu assistia a um episódio de Grey’s Anatomy, me sentindo terrivelmente culpada, porque deveria estar lendo & escrevendo minha dissertação. Mas fiquei ali, uma hora, de pé, apertando aquela massa de todas as formas possíveis. E vou te dizer: que coisa mais linda de pão eu fiz!

Tudo começou assim: eu estava pensando em comprar uma máquina panificadora, e meu marido, muito ponderadamente, me perguntou se realmente usaríamos a máquina com frequência (com medo de comprarmos a panificadora na empolgação, fazermos uns quatro ou cinco pães e largarmos a máquina num canto). Minha sogra estava com uma panificadora dessas parada em sua casa, e então pegamos essa máquina emprestada para ver se a coisa funcionaria, para então comprarmos a nossa.

Trouxemos a máquina. Na primeira experiência, passadas as três horas de produção do pão, vou olhar o pão pronto e encontro a massa crua lá dentro (sim, porque é uma coisa linda, jogam-se os ingredientes todos na máquina de uma vez, aperta-se uns botõezinhos de programação e é só se preocupar com o pão na hora de comê-lo). Mas eis que na hora de comê-lo não havia o que comer. Concluímos que o forno da máquina estava queimado. Assamos a massa em forno convencional mesmo, e ficou OK. O pão ficou delicioso e aprovamos o processo. Mas, claro, antes de comprarmos a nossa tínhamos que ver se continuaríamos empolgados com a produção panificadora caseira.

Então, fomos para o nosso segundo pão. Fiz tudo igualzinho à primeira vez. Eis que a máquina começou a trabalhar e eu fui dar uma espiada. Os ingredientes não estavam sendo misturados. Oh, céus. Olha daqui, olha dali, chama o marido para conferir e constatamos: a máquina ligava (fazia ruído), mas, além do forno, a espátula que mexe os ingredientes também tinha parado de funcionar. E os ingredientes ali, dentro da forma da máquina. Para não colocarmos tudo fora, meu marido amado se dispôs a sovar a massa – e fez o mesmo que eu (não, eu é que me inspirei nele hoje): pegou um programa de uma hora na tevê e ficou ali, vendo o programa e sovando a massa. Outro pão aprovado e delicioso.

Bom, depois disso tudo, se até sovando na mão a gente se anima com o pão, compramos a máquina. Vimos que o negócio vai render (já planejamos as massas de pizza, os pães franceses, as geleias, os panetones – de que eu nem gosto, mas quero fazer pra família) e encomendamos a nossa máquina. Mas ela ainda não chegou, e eu fiquei mal-acostumada, com tanto pão gostoso e fresquinho em casa. Por isso, hoje resolvi fazer todo o processo manualmente eu mesma. Peguei outra receita (a de pão colonial) e agora estou aqui, sentindo um cheirinho delicioso e vendo um pão lindo me esperando para o café. A nossa panificadora deve chegar em um ou dois dias.

aí está. já foi cortado, provado e aprovado.

 

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2 comentários em “o pão que eu mesma amassei

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