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[roteiro] Dois dias na Serra Catarinense: Urubici e Bom Jardim da Serra

Fizemos um passeio com os meninos para a Serra Catarinense. Programamos dois dias (20 e 21 de julho), com uma pernoite em Urubici. Nosso roteiro foi:

Dia 1

Florianópolis – Urubici

Nosso trajeto foi pela BR-282. Subimos a serra e depois paramos em um mirante (não sei exatamente em qual cidade) para fazermos um lanche e esticarmos as pernas. Não me lembro exatamente qual foi o horário em que saímos de casa, mas chegamos a Urubici pouco antes do meio-dia. Nosso primeiro projeto era visitar a Cascata Véu de Noiva e o Morro da Igreja (Pedra Furada), que ficam na mesma estrada.

Morro da Igreja e a Pedra Furada (Urubici). Em outra viagem, eu fiz uma trilha até lá dentro da pedra, dando a volta no morro.

Importante: Desde 18 de novembro de 2013, o acesso ao Morro da Igreja é controlado e o número de visitantes limitado. Assim, é preciso primeiro retirar uma autorização para ter acesso ao parque. Quem visita o morro durante a semana deve retirar a autorização na sede do Parque Nacional de São Joaquim (Av. Felicíssimo Rodrigues Sobrinho, 1542, bairro Esquina), entre 8h e 12h e 13h e 16h30 para visitas no mesmo dia. Quem vai no fim de semana, como foi o nosso caso, deve solicitar a autorização antecipadamente, pelo e-mail agendamentoparque@hotmail.com. Eu descobri isso dois dias antes da viagem, na sexta-feira à tarde, ou seja, no limite de fazer a solicitação da autorização e receber a confirmação a tempo. Deve-se informar o nome de um responsável pela retirada da autorização, a placa do carro que vai subir e o número de pessoas dentro do veículo. Uma coisa que não fica muito clara no Guia do Visitante do parque é que mesmo indo no fim de semana, deve-se passar na sede do parque para retirar a autorização. É, é estranho mesmo. Eles dizem que a autorização para o fim de semana deve ser solicitada antecipadamente, mas estão lá para entregar a autorização pedida previamente. É provável que emitam autorizações na hora se o número de visitantes do dia não tiver atingido o limite, mas não tenho como garantir. A informação no site não é precisa, e em algum lugar eu li que haveria uma lista na entrada do parque com os nomes das pessoas autorizadas. Então, chegando a Urubici, fomos direto ao parque. Havia uma fila enorme (já falo mais sobre isso), e o guarda nos disse que deveríamos primeiro ter pegado a autorização na sede, que não fica ali, mas no Centro de Urubici (nem tínhamos passado pelo centro da cidade ainda, era fora do caminho). Eu expliquei a situação, dei nossos nomes (ele se lembrava do nome do meu marido na lista) e ele nos deixou passar. Mas pode ter sido gentileza dele; pode ser que outra pessoa te obrigue a ir à sede do parque pegar o documento. Então, digo que pra nós não foi preciso, mas a orientação dele é que a autorização deve ser retirada antes (o que complica a vida do turista, que perde mais tempo fazendo um trajeto fora do caminho da visitação – a retirada de autorizações poderia ser ali, não no centro da cidade).

Sobre a subida ao morro: tem fila. No dia em que fomos era domingo de alta temporada na serra. Provavelmente não é assim sempre, mas tivemos que esperar bastante (uns 40/50 minutos), desligando e ligando o carro quando a fila andava. Ouvi relatos de duas horas e meia de espera. Isso porque um carro só pode subir quando outro descer, para que todos tenham espaço para estacionar lá em cima sem trancar a via. Eles recomendam que a visita dure 15 minutos, mas cada visitante fica o tempo que quiser, pois isso não é controlado lá.

Fila e espera para poder subir ao Morro da Igreja.
Fila e espera para poder subir ao Morro da Igreja.

O nosso plano, inicialmente, era passar na Cascata Véu de Noiva primeiro, almoçar num restaurante de-li-ci-o-so que tem lá e depois subir para o Morro da Igreja. Mas todos estavam fazendo o contrário, então também fizemos, para não perder nosso lugar na fila. E eu recomendo muito o almoço lá. Eles fazem uma paçoca de pinhão muito boa; uns dias depois de estar de volta em casa, comprei pinhão e preparei uma versão pra gente. A entrada para ver a cascata é R$ 4,00 e o almoço foi R$ 17,00, livre – come-se muito bem.

Cascata Véu de Noiva (Urubici–SC)

Depois, fomos conhecer a Serra do Corvo Branco, que não fica longe dali. Tinha havido um deslizamento de terra na noite anterior e achamos a descida (sentido Urubici–Grão Pará) muito perigosa. Então, deixamos nosso carro no segundo mirante e descemos um pouquinho a pé. Muitas pessoas nos disseram que a paisagem bonita mesmo ficava mais além, aonde não fomos, mas não quisemos nos arriscar. E a ida pra lá já tinha sido beeem trabalhosa. A estrada era de chão, e quando começou a subida, veio o aperto: ter dois carros ao mesmo tempo fazendo as curvas, em direções opostas, exigia manobras chatas de fazer. Não cheguei a me arrepender de ter ido, mas acho que o meu marido, que estava dirigindo, sim.

Serra do Corvo Branco (entre Urubici e Grão Pará).

Então, fomos para a nossa pousada. Ficamos na Pousada Avenida, um estabelecimento familiar no Centro de Urubici, bem localizado e com um ótimo atendimento. Minha opinião sobre a pousada está publicada aqui. Mais tarde, saímos para comer no Café Canhambora. Comemos bem, num lugar agradável, sem gastar muito (minha opinião completa está aqui). E voltamos para a pousada para dormir. Sabíamos que não teria neve naquela noite.

Dia 2

Urubici – Bom Jardim da Serra – Florianópolis

Acordamos cedo, tomamos café na pousada e saímos para a nossa última visita em Urubici: a Cascata do Avencal. Nós já tínhamos ido à cascata em 2011, fazendo a trilha por baixo, mas foi em um dia de chuva, então, quando chegamos à cascata, não tínhamos vista dela lá no alto. Desta vez, fomos pelo acesso “oficial” (deve-se pagar uma taxa de R$ 2,00) e vimos lá do alto, sem ter que fazer trilha. Nesse parque que administra as visitas ao alto da cascata tem tirolesa, pedalinho e provavelmente outras atividades, mas fomos na segunda-feira e nada estava em funcionamento – por nós tudo bem, pois só queríamos ver a cascata mesmo, mostrá-la pros meninos, que nunca tinham visto, e ter uma vista diferente e completa, ehehe.

Cascata do Avencal vista do alto (Urubici–SC).

Saímos de Urubici com destino a Bom Jardim da Serra. A paisagem muda bastante no caminho. Almoçamos num restaurante de beira de estrada e fizemos uma parada no Restaurante Cascata, só para vermos a paisagem atrás do estabelecimento (merece a parada). Em Bom Jardim da Serra, não vimos outras atrações que não fossem o Mirante da Serra do Rio do Rastro e o Parque Eólico. Paramos nos dois, fizemos nossas fotos e rumamos pra casa. A surpresa foi que o “pesado” da Serra do Rio do Rastro não é o que se vê do mirante. As curvas realmente assustadoras não aparecem na foto abaixo (mostrando o visual que se tem desse ponto, que é vista clássica).

Vista do Mirante da Serra do Rio do Rastro (Bom Jardim da Serra).
Quati em Bom Jardim da Serra, no Mirante da Serra do Rio do Rastro.

 

Parque Eólico (Bom Jardim da Serra).

A volta foi mais chatinha. Por ser volta, claro (o que tinha pra ser feito foi feito, e tudo o que a gente quer é o conforto do lar e da nossa cama), e também porque já não tinha mais aquela paisagem bonita da ida, já que estávamos voltando por outro caminho. Fomos até Tubarão, e dali pegamos a BR-101 de volta pra casa.

On the road.

São Joaquim? Descartamos totalmente a visita, por tudo o que li a respeito e pela opinião de outros turistas que estavam vindo de lá: não há o que ser visto. Se tem neve na cidade, a atração é a neve, e mais nada. Como não tinha neve, nos disseram: “Não vão, será perda de tempo.” Não nos arrependemos.

A graça do passeio mesmo foi Urubici. Bom Jardim da Serra serviu para mostrarmos a Serra do Rio do Rastro aos meninos e para conhecer de perto as usinas eólicas. Já em Urubici há várias outras atrações. Nos sugeriram o Morro do Campestre, aonde também já fomos com o grupo de trilheiros, então não fomos desta vez. Mas quem não conhece pode acrescentar essa atração ao passeio (não fica longe do centro e oferece uma vista bem bonita).

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