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Volta à Lagoa da Conceição – minha segunda prova de rua (10,5 k)

Participei da minha segunda prova de rua no último dia 21, aqui perto de casa. A previsão do tempo era horrível, e no dia ela se confirmou. Estava muito frio, chovia e tinha um vento sul bem forte. Quando acordei cedo pra começar a me preparar pra sair, meu marido até sugeriu que eu ficasse em casa, mas eu não pensei nisso em nenhum momento.

Foto e edição: Foco Radical

Saí, e o bom de ter prova perto de casa é que dá pra ir a pé. Cheguei lá e demorei pra começar a aquecer (e precisava aquecer mais do que nunca), porque o guarda-volumes ainda não estava preparado. Fiquei com medo de não ter o que fazer com a minha mochila, pois no início nem sabiam me informar nada sobre isso.

Mochila entregue, fiz um aquecimento pelos arredores e me posicionei para a largada. A corrida começou e eu decidi não acelerar, para guardar forças pro final. Mas as condições climáticas faziam o esforço ser intenso, mesmo a uma velocidade relativamente tranquila. O vento sul vinha na cara, fazendo uma barreira física e dificultando a nossa vida.

Foto e edição: Foco Radical

Chegamos ao ponto mais difícil da prova, que era o Morro do Badejo. Eu tinha pra mim que não subiria o morro caminhando, pois já estou acostumada a treinar ali e sempre subi correndo. Consegui, corri o tempo todo, até corri forte, passei um monte de gente, mas o esforço foi muito intenso. Do outro lado tinha a descida, e eu detesto descidas, seja correndo (por causa do impacto nos joelhos) ou de bicicleta (por causa do perigo da alta velocidade). Fiz a subida correndo, como queria, mas o grande esforço sugou minha energia. A partir dali a prova ficou muito difícil, e eu comecei a sofrer. Me perguntava: “Por que isso? Por que assim?” Me questionei bastante a respeito de tanto esforço, cansaço e sofrimento. Eu me dizia que tinha que se prazeroso, gostoso, e que correr forte daquele jeito estava me tirando o prazer da corrida. Acontece que eu tinha esperança de fazer pódio na categoria, então não “conseguia” reduzir.

Foto e edição: Foco Radical
Já quase na linha de chegada, então dava pra voltar a sorrir, ahaha. Foto e edição: Foco Radical

No fim, valeu o esforço: fiquei em segundo lugar na categoria, e trouxe pra casa um troféu. Quando corri minha primeira prova, dois meses atrás, eu fiquei em primeiro lugar na categoria, sem esperar por isso. Acontece que não teve premiação nenhuma, eu vi isso apenas pelos resultados divulgados no site do evento no fim do dia (e se tivesse troféu eu não teria pegado, pois como não esperava um resultado desses, acabei a corrida e fiquei pouco tempo por lá, não fiquei para ver premiação nenhuma). Mas esperar o resultado acrescentou outra dose de sofrimento físico: fiquei mais de uma hora por lá, esperando a divulgação, na chuva, sem abrigo, com frio, cansada e sozinha. A divulgação do resultado da minha categoria foi uma das últimas, já tinha bem pouca gente lá e eles estavam começando a desmontar a estrutura da prova. Nem mesmo a moça que ficou em primeiro lugar esperou – éramos apenas eu e a menina do terceiro lugar no pódio. Pior: eu esperei essa uma hora a mais sem nem saber se eu tinha ficado entre as três primeiras da categoria ou não. Foi muito risco, e eu algumas vezes me perguntava se não deveria ir embora, pois ficar ali e descobrir que fora por nada teria sido triste. Felizmente, teve troféu pra mim no final, ahaha. Ufa!

voltaalagoa-podio
A Marines e eu no pódio (3º e 2º lugares na categoria).

Cheguei em casa mais tarde, molhada, cansada, com frio, feliz e louca pra ver a chegada da maratona masculina nos Jogos Olímpicos. O que aconteceu dez minutos depois de eu chegar? Ficamos sem energia elétrica (provavelmente por causa do vento forte). E a falta de energia se estendeu pelo dia todo. Voltou por pouco tempo – depois de a maratona ter acabado, óbvio – e logo caiu de novo. Perdi também a medalha de ouro no vôlei de quadra (perdi a partida inteira, não vi nada). Foi deprimente. Mas pelo menos eu tinha o meu troféu. =P

Se colocar o mouse sobre as fotos acima aparecem as legendas.

Fiquei em 12º lugar geral no feminino e 2º lugar na categoria (30-34). A distância exata que eu percorri foi 10,64k, em 53’01”, o que deu um pace de 4’59”. Com isso, atingi dois objetivos que estabeleci para essa prova: fazer pódio na categoria e correr num pace abaixo de 5′.

~

Logo mais (assim espero) volto aqui para falar dos próximos planos de corrida. Tenho duas provas agora em setembro – internacionais! Tá ficando sério esse negócio.

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