viagens

Equador – Quito | hospedagem, transporte e moeda

Fomos ao Equador em janeiro/fevereiro de 2016. Tudo começou com uma promoção de passagens aéreas encontrada no Melhores Destinos. Porém, como quase sempre, a promoção é com partida de algum aeroporto que não seja o nosso, em Florianópolis. Compramos as passagens Guarulhos – Quito e depois fomos atrás de fazer a perna Florianópolis – Guarulhos. Conseguimos uma promoção de volta, mas para ir a Guarulhos acabamos optando por ônibus desde Florianópolis. Não foi tão ruim como parece; ônibus interestaduais oferecem muito mais conforto do que a classe econômica dos aviões. Demora mais do que o voo? Sim. Mas muitas vezes a gente faz um voo rápido (menos de uma hora até GRU), e fica hooooras lá no aeroporto esperando a conexão. Pelo menos a gente foi dormindo ou olhando paisagens pela janela do ônibus. O ônibus de Florianópolis obviamente não ia até Guarulhos. Ia até o Terminal Tietê, e de lá pegamos um executivo que faz a linha Terminal Tietê – Aeroporto de Guarulhos, sem paradas. Deu tudo certo. Mais uma vez não despachamos bagagem, então andar com nossa bagagem não era um problema, porque era pouca.

O voo para Quito não era direto. Como o voo era com a Avianca, a escala era e Lima. Chegamos ao aeroporto de Quito no início da tarde.

Laguna dentro do vulcão Quilotoa, em Latagunga (a aproximadamente 170 quilômetros de Quito).

Nossa hospedagem em Quito

Não ficamos em hotel nem em hostel. Alugamos um apartamento pelo Airbnb. Depois da experiência de alugar apenas um quarto em Nova York, decidimos que alugar um apartamento inteiro só para nós seria bem melhor (claro, desde que economicamente viável, e neste caso era), como fizemos em Ushuaia. Assim, ficávamos só nós, com aquela sensação de “estar em casa”. O apartamento que alugamos é este aqui. Muito, muito bom. Recomendo di cum força. Tinha um quarto com cama de casal; banheiro com toalhas e amenidades; uma sala com dois sofás bem espaçosos e televisão; cozinha com fogão, geladeira, forno de micro-ondas, panelas e bastante louça. O Christian, dono do apartamento, foi muito simpático e atencioso, nos deus dicas de lugares, transporte e mercados próximo.

O apartamento fica na região de Mariscal. Foi bom porque pudemos fazer quase tudo a pé. Só não fomos a pé aos passeios em outras cidades: vulcão Quilotoa, vulcão Cotopaxi e monumento Mitad del Mondo.

Plaza Foch, o centrinho do bairro Mariscal, um dos melhores lugares para se hospedar em Quito.

Transporte público em Quito

O transporte público em Quito é bem fácil de ser usado. Existem os corredores para ônibus e trolebus (ônibus elétricos) que cortam a cidade de norte a sul. Os cinco principais são: Ecovía, Sur Oriental, Central Norte e Sur Occidental, para ônibus, e Trole, para trolebus. É muito fácil de se localizar e escolher o transporte adequado para o lugar aonde se quer ir. No aeroporto pegamos um mapa da cidade e nele já estavam marcadas as principais linhas e os nomes das estações, para saber onde se deve descer. Pedimos informação, dissemos onde era nossa hospedagem, e o funcionário do posto de informação nos explicou certinho como chegar. Tivemos que pegar um ônibus no aeroporto e depois um outro ônibus que seguia pela Ecovía.

Quando fomos, em janeiro/fevereiro de 2016, o valor da passagem do ônibus municipal era 25 centavos de dólar (o ônibus que levava do aeroporto para a cidade era mais caro, naturalmente, mas eu não me lembro o valor; se eu descobrir quanto era atualizo aqui).

Como mencionei acima, fizemos quase tudo em Quito a pé. Isso incluía ir do nosso apartamento, na região de Mariscal, ao centro histórico caminhando, algumas vezes. De onde estávamos hospedados até a Plaza Grande, por exemplo, a distância é de 3,5 quilômetros, que percorríamos entre 40 minutos e uma hora (a depender de quantas paradas fazíamos no caminho para ver alguma coisa, conhecer uma outra praça, passar por uma rua diferente etc.).

Plaza Grande, no centro histórico de Quito.

Caminhar era muito tranquilo e uma forma bem agradável de conhecer bem a cidade e se localizar. Usamos ônibus para voltar do centro para o apartamento à noite, quando já era muito tarde para ficar andando pela cidade, já mais vazia. E também fomos de ônibus conhecer o Mitad del Mondo – aquele lugar onde passa a linha do Equador e as pessoas fazem a clássica foto com um pé em cada hemisfério; farei um post sobre esse passeio mais tarde. Mas o Mitad del Mondo não fica em Quito, fica em outra cidade mais ao norte.

Mitad del Mondo (um pé em cada hemisfério, eeeeeê!).

Usamos táxi só uma vez, para chegarmos ao Teleferiqo, isso porque não tem ônibus que vai até lá. Caminhamos a maior parte do trajeto e fizemos o resto com táxi, uma parte que era mais isolada e de subida, pois depois iríamos fazer a trilha para subir ao cume do vulcão Rucu Pichincha, então era melhor pouparmos energia (também escreverei um post pra contar dessa aventura).

Trekking para chegar ao cume do vulcão Rucu Pichincha, a 4.696 metros de altitude.

Moeda no Equador

A moeda oficial no Equador é o dólar americano. Isso facilita bastante, porque só envolve uma operação de câmbio, ainda no Brasil. Mas atenção: as moedas de dólar e centavo de dólar cunhadas no Equador não valem em outros países, então é importante gastá-las todas ainda na viagem. Ah, e não é comum também eles aceitarem reais, então procure já levar o dinheiro na moeda local.

Outra dica importante: procure levar dinheiro em papel o mais trocado possível. Alguns lugares não aceitam notas altas, como as de cinquenta ou cem dólares, por exemplo, para pagar contas menores. É difícil trocar dinheiro, então levar tudo o mais miúdo possível facilita. Então é melhor tentar levar o máximo possível em moedas de dez e vinte dólares.

Quanto ao cartão de crédito, há estabelecimentos que aceitam, mas que estabelecem um valor mínimo de gastos. Então é importante perguntar antes se há alguma regra para não ter nenhum problema.

A viagem ao Equador foi muito, muito legal. É um destino que eu recomendo e que oferece muitas opções de passeios, principalmente pra quem, como nós, gosta de aventura, de passeios na natureza. Isso que nossa viagem ficou restrita à região de Quito. O Equador ainda oferece passeios no litoral, na Floresta Amazônica (ou seja, bem diferentes dos que fizemos, por ser outro tipo de região e de clima), além da maravilhosa Ilha de Galápagos, que deixamos pra conhecer em outra oportunidade, pois é uma viagem cara e nós fomos numa época de dólar supervalorizado.

Basilica del Voto Nacional

A Aline escreveu um post sobre a viagem dela, feita um mês antes da nossa. Além de Quito, ela visitou Baños, onde fez passeios muito legais também. Recomendo a leitura do post dela, enquanto os meus próximos posts não vêm. :)

Anúncios

2 comentários em “Equador – Quito | hospedagem, transporte e moeda

  1. Gente que não despacha bagagem <3
    A próxima viagem que eu fizer (que espero muito que seja Machu Picchu ou Escócia), quero viajar assim de novo, melhor forma. Fui pro Uruguai só com a mala de mão, porque eu estava sozinha e queria ter o máximo de autonomia possível. Fiz isso lembrando da viagem pra Europa com uma mala média que me cansou demais… quando estava trocando de cidade pela segunda vez a vontade era largar a mala em qualquer lugar e fingir que não era minha (isso que viajei leve, por volta de 10kg). Quero tentar comprar uma mochila (mas que não precise despachar) para as próximas.
    Nunca pensei em visitar o Equador, mas estou gostando do que estou vendo por aqui! Gosto muito da ideia de ir para os lugares a pé e voltar de transporte público, geralmente é assim que faço tbm :)
    Eu super iria querer a foto com um pé em cada hemisfério, adoro essas fotos clássicas heh
    Aguardando os próximos posts…
    Um beijo!

    Curtido por 1 pessoa

    1. O Equador é incrível! Com certeza vais gostar. Eu adorei e recomendo muito. E olha que eu conheci só um pedacinho, mas planejo voltar e fazer muitas outras coisas legais que não deu pra fazer nesta viagem.

      No ano passado, quando fui pra Lisboa e Paris, eu estava com duas malas, uma de bordo e uma outra, média, pra despachar (porque fiquei em Lisboa 9 dias, na casa da minha irmã, levei muita coisa pra ela e tal, precisava das duas). E na volta de Lisboa passei três dias em Paris (fiz stopover). Menina, eu queria jogar a mala média no lixo, juro! Eu fui e voltei do/ao aeroporto de metrô, e tu conheces o metrô (e as escaaaaadas do metrô) de Paris, então imagina a cena: eu, sozinha, com mochila mais duas malas. Eu desembarquei e voltei a embarcar na Gare Montparnasse, tens ideia de quantos “andares” eu tive que subir e descer de escada só naquela estação? E não foi só nela, porque eu tive que pegar um trem no aeroporto e trocar pelo metrô no meio do caminho, isso na ida e na volta. Sério, dava vontade de chorar, de me livrar das malas.

      Agora, com as novas regras de aviação comercial no Brasil, viajar leve é obrigatório.

      Sobre as fotos dos pés nos dois hemisférios, eu sou ~diferentona e também fiz uma com os pés em cima da linha, ou seja: eu “não estava” em nenhum hemisfério. Ahahah, que abobada. No post sobre esse passeio eu publico a foto (spoiler: a foto está no instagram, #daisenoequador).

      Beijos.

      PS: Esta resposta já é praticamente um novo post.

      Curtir

Deixa um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s