A Nina fez um ano. Poucos dias antes de ela completar onze meses, eu voltei a menstruar. É muito louca essa questão hormonal, a forma como a natureza conduz esse balé chamado maternidade. Neste primeiro ano de vida dela, minha cabeça era só esse assunto: maternidade, parentalidade, criação, Nina. Eu tenho a tese pra acabar, e por mais que eu tentasse (e precisasse) voltar para a minha pesquisa, eu simplesmente não estava conseguindo render nada. Não me concentrava, não me conectava, as leituras não avançavam, era frustrante. Eu consegui trabalhar na revisão de alguns materiais, inclusive livros, mas com a minha pesquisa, que é algo bem mais profundo, um trabalho que não tem como ser feito rapidamente, não tinha jeito.
Nesse meio-tempo houve até troca de orientação (por causa do meu atraso e da minha dificuldade de fazer o trabalho andar). Eu estava muito frustrada e angustiada com toda essa situação.
De repente, parece que fez clique. Voltei a me interessar pela pesquisa, pelas leituras, tenho mesmo vontade de ficar estudando (até de aulas eu senti saudade, haha). E foi ali, na virada do primeiro ano de vida extrauterina da Nina.
–
O fato de eu não conseguir render o que gostaria/precisaria, porque a Nina vive o que até agora foi o auge da angústia da separação, é uma outra história, falo disso outra hora – ou não ¯\_(ツ)_/¯
–

