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Viagem à Itália – Veneza, dia 1

 

Veneza: La Serenissima.

Resolvi escrever sobre algo que me faz bem, que me ponha um sorriso no rosto, que me traga boas lembranças e encha minha cabeça de bons pensamentos. Então, vou escrever sobre viagem. Não que viagem seja o único assunto que me deixe bem, obviamente. Mas olho pra fotos de lugares que  já conheci – as fotos das minhas viagens ou fotos de outras pessoas – e me bate uma nostalgia tão boa, uma saudade feliz, por ter tido a chance de ter vivido aquela experiência. Então agora quero alimentar um pouquinho sentimentos bons e meus sorrisos. Vem comigo!

Tô viajando, tô feliz.

Em fevereiro deste ano eu estive na Itália. Conheci as cidades de Roma e Veneza. Foi uma viagem ótima, ótima mesmo, embora eu tenha sentido muita falta da companhia do Jr, já que fui sozinha. Aliás, nós dois juntos na Europa está virando tabu. Foi minha terceira vez no continente (onde ele morou por quatro anos e depois visitou algumas outras vezes). Eu não vejo a hora de estar na Europa com ele. De preferência, no outono ou na primavera.

O motivo da minha viagem foi participar de um evento acadêmico em Veneza, na Università Ca’ Foscari – este é o programa do evento, meu nome está na Sessione I. Eita, até quando eu quero fugir do tema “doutorado” ele permeia o post, já que estou escrevendo sobre uma viagem que só aconteceu por causa do doutorado. Acho que já posso começar a ficar um pouquinho mais grata a ele. ;)

A viagem foi fechada a menos de um mês da data do evento. Por sorte, consegui uma ótima promoção pela companhia aérea Royal Air Maroc e economizei uns mil reais em passagens, comparando o preço com as outras empresas. Sobre a companhia, vale dizer que eu só fui ler sobre ela às vésperas de viajar e fiquei apavorada. Relatos de atraso nos voos, extravios de mala, atendimento ruim, comida ruim (dos males o menor, porque já estou preparada para comida mais ou menos em voo, as outras coisas é que me preocupavam mais). Mas eu tive uma experiência muito boa com essa companhia aérea, então se tivesse que voar com eles de novo eu iria. Vou contar mais sobre os voos com a RAM em outro momento.

Mas só pude ir mesmo porque, além da promoção de passagem aérea, consegui hospedagem grátis em Roma e em Veneza. Em Roma fiquei na casa da Ju, uma amiga querida que mora lá – e também está fazendo doutorado – e em Veneza fiquei na casa da minha coorientadora, que está fazendo pós-doutorado na Ca’ Foscari e era uma das responsáveis pela organização do evento. Assim, economizando onde dava, eu fui. E que bom ter ido. <3

Sobre chegar e ser recebida com amor. <3

Cheguei a Veneza no domingo após o almoço e voltei no fim da tarde de quarta-feira. O plano era passear na tarde de domingo e no dia de quarta-feira, já que na segunda e na terça eu ficaria na universidade o dia todo participando do evento.

Do alto da Ponte Degli Scalzi, sobre o Grande Canal; primeira foto de Veneza. <3

O trajeto Roma–Veneza–Roma eu fiz de trem. Foi uma delícia. Cheguei a Veneza encantada. Com aquela sensação boa de gratidão e alegria por poder estar em um lugar bonito, famoso, que eu não tinha ideia de quando teria a chance de conhecer.

Giardino Papadopoli – fica pertinho da estação ferroviária, foi um dos primeiros lugares por que passei quando cheguei.

Desci na estação ferroviária Santa Lucia, cruzei a Ponte Degli Scalzi, passando sobre o Canal Grande (ou o Canalazzo, como dizem os venezianos). Fui caminhando e olhando tudo, atenta e feliz. Levei apenas uma mochila com as coisas de que precisaria nos quatro dias lá (roupas, eletrônicos e itens de higiene). Não levei a máquina fotográfica, deixei para fazer fotos apenas com o celular, para não ter mais um peso para carregar nas costas enquanto passeava.

Como gosto de jardins, vi que tinha uma praça verde ali pertinho e fui direto conhecê-la – era o Giardino Papadopoli. As duas fotos anteriores (Canal Grande e Giardino Papadopoli) foram tiradas com 30 minutos de diferença entre elas, mais ou menos, mas não parecem nem ser do mesmo dia, pois na primeira ainda tinha sol e na segunda já estava bem nublado.

Ainda no Giardino Papadopoli.

Eu tinha no celular um chip com 4G, que a Ju me emprestou, então me permiti me perder pelas ruelas da ilha. Ia andando, conhecendo a cidade, e depois de muito caminhar parava e olhava o mapa no celular, para descobrir em que região eu estava e escolher a direção que tomaria em seguida. Eu estava querendo chegar à Piazza San Marco, o ponto mais famoso de Veneza.

Perdendo-me pelas ruelas de Veneza.

Passeei, passeei e cheguei à Piazza San Marco. Aquele momento “Oh, olha onde vim parar!”. Adoro me maravilhar assim quando viajo. Eu me emociono de verdade quando vejo um lugar emblemático – às vezes até rola uma lagriminha de felicidade. Em Veneza e Roma, procurei conhecer os lugares que foram cenário da série de livros e jogos Assassin’s Creed, pra fazer fotos e mostrar aos meus enteados, fãs do game.

Basilica de San Marco, na Piazza San Marco.

Fotografar os pontos turísticos de Veneza é muito difícil. É preciso se desapegar e aceitar que as fotos ficarão cheias de turistas, não tem jeito (eu certamente também era uma turista atrapalhando a foto de alguém, ehehe).

Cheguei à cidade no primeiro fim de semana de Carnaval (que rola praticamente o mês de fevereiro inteiro), então encontrei vaaaaaaaaaaárias pessoas com fantasias e máscaras incríveis. Aliás, eu queria muito trazer uma máscara veneziana pra mim. Mas estava contendo os gastos ao máximo, e não consegui me decidir entre preços e modelos. Fui adiando, adiando, e no último dia acabei não comprado mesmo. Ainda não sei se me arrependi ou não, ehehe.

Máscaras venezianas – pensando bem, acho que me arrependi.
Olha isso! Clica pra ver a foto ampliada e em detalhes.
Obras de arte (esta foto também pode ser ampliada).
Cheio de gente assim; uma fantasia mais linda do que a outra.

Eu queria ter feito mais fotos das fantasias, porque tinha mesmo muita gente fantasiada, mas ou ficava meio sem graça de apontar o celular pras pessoas e fotografar, ou tinha um monte de gente na minha frente já fotografando e eu não conseguia uma foto legal.

Baile dos mascarados, Carnaval de Veneza.
Giardini Reali, um jardinzinho escondido entre a Piazza San Marco e o Canal Grande.

Foi escurecendo e eu tinha que encontrar minhas amigas da universidade, que já estavam lá para o evento que começaria no dia seguinte. Antes, comi uma pasta to go deliciosa e baratinha (pros padrões venezianos; acho que foi € 4,50 ou € 5,50, pois a bolonhesa estava em promoção).

Massa fresca e deliciosa, minha primeira janta em Veneza.

Mais cedo, quando cheguei, tinha almoçado uma fatia de pizza, acho que por um euro. Mas era uma fatia grande, tipo um quarto de uma pizza média/grande.

Meu primeiro dia em Veneza chegando ao fim.

Comecei a caminhar para encontrar as meninas (nós nos comunicávamos pelo celular e elas me enviaram a localização delas). Já estava escuro e eu comecei a ficar com um pouco de medo, andando sozinha com todos os meus pertences por ruelinhas muitas vezes vazias e escuras. Mas cheguei, nos encontramos e depois fomos para Mestre, onde minha coorientadora mora. Estávamos todas hospedadas na casa dela. :)

Piazza San Marco já bem mais vazia no domingo à noite.
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Equador – Quito | hospedagem, transporte e moeda

Fomos ao Equador em janeiro/fevereiro de 2016. Tudo começou com uma promoção de passagens aéreas encontrada no Melhores Destinos. Porém, como quase sempre, a promoção é com partida de algum aeroporto que não seja o nosso, em Florianópolis. Compramos as passagens Guarulhos – Quito e depois fomos atrás de fazer a perna Florianópolis – Guarulhos. Conseguimos uma promoção de volta, mas para ir a Guarulhos acabamos optando por ônibus desde Florianópolis. Não foi tão ruim como parece; ônibus interestaduais oferecem muito mais conforto do que a classe econômica dos aviões. Demora mais do que o voo? Sim. Mas muitas vezes a gente faz um voo rápido (menos de uma hora até GRU), e fica hooooras lá no aeroporto esperando a conexão. Pelo menos a gente foi dormindo ou olhando paisagens pela janela do ônibus. O ônibus de Florianópolis obviamente não ia até Guarulhos. Ia até o Terminal Tietê, e de lá pegamos um executivo que faz a linha Terminal Tietê – Aeroporto de Guarulhos, sem paradas. Deu tudo certo. Mais uma vez não despachamos bagagem, então andar com nossa bagagem não era um problema, porque era pouca.

O voo para Quito não era direto. Como o voo era com a Avianca, a escala era e Lima. Chegamos ao aeroporto de Quito no início da tarde.

Laguna dentro do vulcão Quilotoa, em Latagunga (a aproximadamente 170 quilômetros de Quito).

Nossa hospedagem em Quito

Não ficamos em hotel nem em hostel. Alugamos um apartamento pelo Airbnb. Depois da experiência de alugar apenas um quarto em Nova York, decidimos que alugar um apartamento inteiro só para nós seria bem melhor (claro, desde que economicamente viável, e neste caso era), como fizemos em Ushuaia. Assim, ficávamos só nós, com aquela sensação de “estar em casa”. O apartamento que alugamos é este aqui. Muito, muito bom. Recomendo di cum força. Tinha um quarto com cama de casal; banheiro com toalhas e amenidades; uma sala com dois sofás bem espaçosos e televisão; cozinha com fogão, geladeira, forno de micro-ondas, panelas e bastante louça. O Christian, dono do apartamento, foi muito simpático e atencioso, nos deus dicas de lugares, transporte e mercados próximo.

O apartamento fica na região de Mariscal. Foi bom porque pudemos fazer quase tudo a pé. Só não fomos a pé aos passeios em outras cidades: vulcão Quilotoa, vulcão Cotopaxi e monumento Mitad del Mondo.

Plaza Foch, o centrinho do bairro Mariscal, um dos melhores lugares para se hospedar em Quito.

Transporte público em Quito

O transporte público em Quito é bem fácil de ser usado. Existem os corredores para ônibus e trolebus (ônibus elétricos) que cortam a cidade de norte a sul. Os cinco principais são: Ecovía, Sur Oriental, Central Norte e Sur Occidental, para ônibus, e Trole, para trolebus. É muito fácil de se localizar e escolher o transporte adequado para o lugar aonde se quer ir. No aeroporto pegamos um mapa da cidade e nele já estavam marcadas as principais linhas e os nomes das estações, para saber onde se deve descer. Pedimos informação, dissemos onde era nossa hospedagem, e o funcionário do posto de informação nos explicou certinho como chegar. Tivemos que pegar um ônibus no aeroporto e depois um outro ônibus que seguia pela Ecovía.

Quando fomos, em janeiro/fevereiro de 2016, o valor da passagem do ônibus municipal era 25 centavos de dólar (o ônibus que levava do aeroporto para a cidade era mais caro, naturalmente, mas eu não me lembro o valor; se eu descobrir quanto era atualizo aqui).

Como mencionei acima, fizemos quase tudo em Quito a pé. Isso incluía ir do nosso apartamento, na região de Mariscal, ao centro histórico caminhando, algumas vezes. De onde estávamos hospedados até a Plaza Grande, por exemplo, a distância é de 3,5 quilômetros, que percorríamos entre 40 minutos e uma hora (a depender de quantas paradas fazíamos no caminho para ver alguma coisa, conhecer uma outra praça, passar por uma rua diferente etc.).

Plaza Grande, no centro histórico de Quito.

Caminhar era muito tranquilo e uma forma bem agradável de conhecer bem a cidade e se localizar. Usamos ônibus para voltar do centro para o apartamento à noite, quando já era muito tarde para ficar andando pela cidade, já mais vazia. E também fomos de ônibus conhecer o Mitad del Mondo – aquele lugar onde passa a linha do Equador e as pessoas fazem a clássica foto com um pé em cada hemisfério; farei um post sobre esse passeio mais tarde. Mas o Mitad del Mondo não fica em Quito, fica em outra cidade mais ao norte.

Mitad del Mondo (um pé em cada hemisfério, eeeeeê!).

Usamos táxi só uma vez, para chegarmos ao Teleferiqo, isso porque não tem ônibus que vai até lá. Caminhamos a maior parte do trajeto e fizemos o resto com táxi, uma parte que era mais isolada e de subida, pois depois iríamos fazer a trilha para subir ao cume do vulcão Rucu Pichincha, então era melhor pouparmos energia (também escreverei um post pra contar dessa aventura).

Trekking para chegar ao cume do vulcão Rucu Pichincha, a 4.696 metros de altitude.

Moeda no Equador

A moeda oficial no Equador é o dólar americano. Isso facilita bastante, porque só envolve uma operação de câmbio, ainda no Brasil. Mas atenção: as moedas de dólar e centavo de dólar cunhadas no Equador não valem em outros países, então é importante gastá-las todas ainda na viagem. Ah, e não é comum também eles aceitarem reais, então procure já levar o dinheiro na moeda local.

Outra dica importante: procure levar dinheiro em papel o mais trocado possível. Alguns lugares não aceitam notas altas, como as de cinquenta ou cem dólares, por exemplo, para pagar contas menores. É difícil trocar dinheiro, então levar tudo o mais miúdo possível facilita. Então é melhor tentar levar o máximo possível em moedas de dez e vinte dólares.

Quanto ao cartão de crédito, há estabelecimentos que aceitam, mas que estabelecem um valor mínimo de gastos. Então é importante perguntar antes se há alguma regra para não ter nenhum problema.

A viagem ao Equador foi muito, muito legal. É um destino que eu recomendo e que oferece muitas opções de passeios, principalmente pra quem, como nós, gosta de aventura, de passeios na natureza. Isso que nossa viagem ficou restrita à região de Quito. O Equador ainda oferece passeios no litoral, na Floresta Amazônica (ou seja, bem diferentes dos que fizemos, por ser outro tipo de região e de clima), além da maravilhosa Ilha de Galápagos, que deixamos pra conhecer em outra oportunidade, pois é uma viagem cara e nós fomos numa época de dólar supervalorizado.

Basilica del Voto Nacional

A Aline escreveu um post sobre a viagem dela, feita um mês antes da nossa. Além de Quito, ela visitou Baños, onde fez passeios muito legais também. Recomendo a leitura do post dela, enquanto os meus próximos posts não vêm. :)

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[roteiro] Uma semana em Nova York – #1

Em julho/agosto de 2015 eu fui a Nova York. Demorei a escrever este post, pois tinha que descrever as tantas coisas que fizemos e selecionar as fotos – e foram muitas coisas que fizemos, foram muitas fotos que registramos.

Vista noturna a partir do topo do Rockfeller Center.
Vista noturna do sul de Manhattan a partir do topo do Rockfeller Center.

Eu amei essa viagem. Eu fui muito feliz nessa viagem. Eu fiquei deprimida quando saí para caminhar no último dia, por saber que era o último. Eu não queria voltar. Pelo menos não ainda. Tinha tanta coisa ainda pra conhecer, apesar de tudo que eu já tinha visto e conhecido – tanta coisa!

As fotos são clicáveis e abrem em tamanho maior. A maioria das fotos do post são minhas (as que não são minhas são do meu marido).

Primeiro dia, felizona.

Hospedagem: alugamos um quarto em Chinatown, pelo Airbnb (link). O nosso critério foi: ficar em Manhattan (que é caro pra cac***), pra poder fazer o máximo possível a pé. Hotéis eram caros e apartamentos inteiros no Airbnb também. Por isso pegamos um quarto apenas (ou seja, o cara que alugou pra gente mora no apartamento e estava lá grande parte do tempo, não ficamos absolutamente sozinhos). Foi nossa primeira experiência com o Airbnb. O Jr ficou mais incomodado do que eu com a situação, prometendo não fazer isso de novo, ehehe (eu fiz, mas em viagens que fiz sozinha depois). É que o quarto era privativo, mas o banheiro não. O banheiro ficava ao lado do nosso quarto (o quarto do anfitrião ficava numa parte do apartamento à qual não tínhamos acesso), e parece que havia convidados no apartamento o tempo todo; e eles usavam o banheiro que ficava do lado do nosso quarto. O problema nem era a proximidade do banheiro, o problema é que o quarto não tinha uma porta norma, de madeira, que pudesse ser fechada. Era uma porta deslizante de plástico, o que não dava muita privacidade ao casal aqui. Mas não foi algo que tenha estragado a experiência – pra mim, pelo menos. Mas o que decidimos fazer na nossa próxima ida juntos a Nova York: alugar um apartamento (ou hotel, dependendo do que oferecer o melhor custo) no Brooklyn, que foi um barro que amamos. Aí a gente compra aquele bilhete de viagens livres pro metrô e vai aonde quiser. Onde ficamos em Chinatown era legal, mas por ser bem ao sul, acabávamos caminhando muito e passando pelos mesmos lugares sempre (em geral; trocávamos as ruas, mas passávamos pelas mesmas regiões para ir e voltar todos os dias). E para ir muito longe, ou chegar rápido, ou voltar muito tarde, cansados de tanto caminhar, acabávamos tendo que pegar o metrô do mesmo jeito. De novo: não digo que não tenha valido a pena fazer da forma que fizemos; só vamos querer fazer diferente e viver outra experiência na próxima vez.

Mas vamos ao que interessa, que é mostrar e dar dicas dos passeios que fizemos:

Central Park. É muito amor. É muito grande. É muita coisa. Andamos, fomos várias vezes, em dias diferentes, pegamos sol de torrar a cuca, pegamos chuva de ter que procurar abrigo sob árvores, entramos pelo sul, entramos pelo norte… E falta tanto pra conhecer! É pra ir várias e várias vezes na viagem, e a dica é tentar sempre entrar e sair por um lugar diferente. O Central Park é cheio de atrações dentro dele, como zoológico, museu (o MET), lagoa com aluguel de barco, campo de baseball. Eu não fiz isto, mas deve ser muito legal alugar uma bicicleta para explorar mais áreas do parque. Também é um lugar incrível para correr, com as pistas bem marcadas em seus espaços para carro, bicicleta e pedestres. Aqui o link pro site oficial do parque, mas já aviso: é um site bem feinho e ruim de navegar.

Central Park.
Central Park.
Central Park
Central Park.

Strawberry Fields, o memorial que homenageia John Lennon, dentro do Central Park e perto do Dakota Building, o prédio em que John morava e onde ele foi assassinado, em 1980. Não deu pra fazer fotos do prédio; na verdade, mal deu pra vê-lo, pois a fachada estava coberta, em reforma. :(

Strawberry Fields - Central Park
Strawberry Fields – Central Park.

The Metropolitan Museum of Art (MET), disputando a posição de melhor museu com o Museu Americano de História Natural. O acervo desse museu é incrível! No quesito quadros e obras de arte, com certeza é o melhor de Nova York. Digo isso com convicção, mesmo tendo visitado poucos museus; amei o MET e o Museu Americano de História Natural, gostei do The MET Cloisters, mas detestei o passeio no MoMa – conto sobre isso no próximo post. Para conseguir acompanhar as exposições no MET, eu ia andando com o mapa do museu, riscando nele as salas por onde tínhamos passado e definindo o caminho a ser feito para ver as próximas exposições. Claro, óbvio, não deu pra ver nem metade. É o tipo de lugar pra ir de novo, e de novo, e de novo. O ingresso do MET ainda nos deu direito de ir num outro dia ao The Cloisters, um museu medieval no extremo norte de Manhattan (falo do Cloisters no próximo item). O legal de alguns museus, e o MET é um deles, é que o valor do ingresso é sugerido. Isso significa que eles indicam sim um valor (pro MET é 25 dólares), mas as pessoas não são obrigadas a pagar o valor sugerido. Em tese, cada pessoa paga quanto quiser para entrar no museu. Não me lembro exatamente quanto pagamos, mas não foi o preço sugerido, já que, sendo dois, dá 50 dólares, o que é muita grana, ainda mais em tempos de crise (pegamos um alta forte do dólar quando fomos). Mas, vou dizer, o valor é justo pelo que o museu oferece.

Dá até pena se enfiar num museu num dia lindo como esse, mas o acervo do MET compensa.
Dá até pena se enfiar num museu num dia lindo como esse, mas o acervo do MET compensa.
Coleção de arte egípcia no MET.

The MET Cloisters. O edifício principal do MET fica no Central Park (entrada pela Quinta Avenida). Já para chegar ao The MET Cloisters é preciso paciência e tempo sobrando na programação. Mas vale a pena. Fica a aproximadamente 15 quilômetros de Columbus Circus. Dá pra chegar lá de metrô (linha A), mas depois é preciso fazer uma caminhada de uns 10/15 minutos por um parque bem lindo, o Fort Tryon (encontrei este link pro parque e mais este). A saída do metrô até a rua é bem esquisita. Parece que a gente tá no lugar errado, tem que pegar um elevador velho, é tudo fechado, meio escuro, mas é assim mesmo. O elevador já te deixa na rua em frente à entrada do parque, é só atravessar. Dá pra pegar um ônibus até a porta do museu, mas o passeio pelo parque é superagradável e rápido. O museu não é grande, mas bastante interessante. Minha decepção ficou por conta de descobrir que aquele não é um antigo claustro de verdade. Parece que as pedras com que a edificação foi construída são de um claustro verdadeiro, mas tudo aquilo foi construído e pensado para ser um museu mesmo. Isso não desmerece a visita, claro. Dá um certo trabalho se organizar para chegar lá, mas vale a pena e eu faria de novo.

The MET Cloisters.
The MET Cloisters, museu medieval.
The Cloisters (MET), museu medieval.
The MET Cloisters, museu medieval.
The MET Cloisters, museu medieval.
The MET Cloisters, museu medieval.
The MET Cloisters, museu medieval.
The MET Cloisters, museu medieval.
A plaquinha mais linda que você respeita – Fort Tryon.

May you always find daisies and happiness here – Sobre essa plaquinha, tenho que fazer uma observação, pois não posso deixar de mencionar como isso me marcou. Essas placas estão pregadas em bancos no Central Park e no Fort Tryon (é onde me lembro de ter visto). Elas fazem parte do programa Adopt-A-Bench, por meio do qual as pessoas “adotam” um desses bancos, colaborando com a manutenção dos parques, e têm direito a colocar uma dessas plaquinhas e escrever nela o que quiserem. Há homenagem a alguém querido, famílias inteiras, animais de estimação, amigos ou singelos recados como este, que me marcou especialmente, por causa do meu nome nele (tradução da placa: “Que você sempre encontre margaridas/flores (daisies) e felicidade aqui”. Foi muito especial. Assim que cheguei à cidade e comecei a encontrar as primeiras plaquinhas, eu queria parar pra ler todas. Não dava, óbvio. Segundo o site oficial do Adopt-A-Bench, atualmente já são mais de 4.100 bancos adotados (de um total de mais de 9.000 bancos espalhados por Nova York). Então em determinado momento eu me conformei e parei de ler as tais plaquinhas. Mas quando eu voltava do The Cloisters pelo Fort Tryon, eu falei pro Jr: “Ah, eu vou ler pelo menos uma dessas plaquinhas daqui”. E-FOI-JUSTAMENTE-ESTA. Acho que a mais especial que eu poderia ler. Porque não é só a menção às daisies, é toda a linda mensagem, que combina tanto comigo. Foi especial. (PS: Ela tinha uma assinatura, mas eu tirei da foto antes de publicar)

Mais plaquinhas <3
Mais plaquinhas :)
Lendo e fotografando plaquinhas.
O que é que eu estava lendo e fotografando?

Times Square. Fomos já no primeiro dia. A gente chegou cansado da viagem. Estávamos hospedados em Chinatown e fomos caminhando de lá até o Central Park, passando pelo Madison Square Park (onde fica o Flatiron Building) e pela Quinta Avenida. Passeamos um pouco ali pela parte sul mesmo e depois voltamos pela Sétima Avenida, até ela encontrar a Broadway, exatamente no coração da Times Square. Ali entrei na Toys R Us e fiquei me divertindo na loja, como criança. (Um parênteses aqui pra dizer que meus enteados acabaram de voltar de Nova York, procuraram pela loja na Times Square e não a encontraram. Pediram informação e lhes foi dito que a loja de lá não existe mais. Como assim? E a roda-gigante? E o dinossauro?) Da Times Square voltamos pra Chinatown caminhando. Comemos num restaurante chinês e fomos dormir. Claro que não passamos na Times Square só uma vez. Fomos de dia, fomos de noite, voltamos. Uma das diversões dos turistas lá é se procurar nos telões de anunciantes (que de vez em quando mostram as pessoas que estão ali na hora) e torcer para ganhar um close. Ficamos um tempão brincando com isso e esperando; aparecemos algumas vezes no telão, mas o timing para fazer a foto e registrar não foi muito bom.

Times Square de dia.
Times Square de dia.
Times Square à noite.
Times Square à noite.
o/
Apareci no telão, mas deixei o celular na frente da cara, ahaha.
Não tampei a cara nesta, mas fiquei no limite do telão.
Não tampei a cara nesta, mas fiquei no limite do telão.
Madison Square Park.
Madison Square Park.
Flatiron Building, em frente ao Madison Square Park.
Flatiron Building, em frente ao Madison Square Park.
Loja da Apple na Quinta Avenida.
A famosa loja da Apple na Quinta Avenida.
Toys R Us – Pelúcias do Minecraft.
Toys R Us – Pelúcias do Minecraft.
O famoso tiranossauro da Toys R Us. Como é um animatronic, ele se mexia e urrava de verdade (agora que essa loja não existe mais não sei se ele está em outra ou não).
O famoso tiranossauro da Toys R Us. Como é um animatronic, ele se mexia e urrava de verdade (agora que essa loja não existe mais não sei se ele está em outra ou não).
Toys R Us - Lego.
Toys R Us – Lego | “Hulk Sad

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Chinatown
Chinatown.
Jantinha deliciosa em Chinatown.
Jantinha deliciosa em Chinatown.

Staten Island, ferryboat e Estátua da Liberdade. Fomos cedinho pegar o ferryboat gratuito para Staten Island, porque mais tarde a embarcação fica bem cheia. O ferryboat passa em frente à Estátua da Liberdade, que não tínhamos a intenção de visitar; ver àquela distância estava ótimo. Além da estátua, o passeio oferece uma vista lindíssima do skyline sul de Manhattan. Sério, eu recomendo muito que se faça esse passeio. Claro que tem gente que vai preferir fazer o passeio turístico até a Ilha da Liberdade (preço mínimo: 25 dólares) e ver a estátua de pertinho, eu entendo. Mas, vale dizer de novo: o ferryboat é grátis. Tem wifi grátis nos dois terminais (Manhattan e Staten Island) e nas embarcações. Vale a pena ir num dia bem aberto, pra poder apreciar bem a paisagem.

Estátua da Liberdade
Estátua da Liberdade vista do ferryboat para Staten Island (foto com zoom).
Estas são as vistas para a Estátua da Liberdade e para o skyline de Manhattan a partir do ferryboat.
Estas são as vistas para a Estátua da Liberdade e para o skyline de Manhattan a partir do ferryboat.

Brooklyn Bridge, bairro do Brooklyn, Smorgasburg e Manhattan Bridge. Fomos até a ponte do Brooklyn três vezes. Na primeira, a gente caminhou até um pedaço dela, pra conhecer. Na segunda, fomos cedo, para passear no Brooklyn, ir à Smorgasburg (a famosa feirinha gastronômica do Brooklyn), mas voltamos pela outra ponte, a Manhattan Bridge, aquela ao lado, azul, linda. A gente ficava olhando pra ela de longe, achando que ela era ainda mais bonita do que a do Brooklyn, e aí nesse dia resolvemos descobrir como atravessar de volta pra Manhattan por ela. Valeu demais. Ela é bem mais vazia, tranquila, apesar de nela passar o metrô, e oferece a vista inversa, que é a da Ponte do Brooklyn. A ponte nos deixou em Chinatown de novo. Recomendo muito que se cruze a Manhattan Bridge, e recomendo ainda que o façam no mesmo sentido que fizemos, Brooklyn–Manhattan. A terceira vez que fomos à Brooklyn Bridge foi à noite, na véspera de voltarmos ao Brasil.

Ponte do Brooklyn.
Ponte do Brooklyn.
Ponte do Brooklyn - É legal porque a área para pedestres e ciclistas é assim, mais alta do que a dos carros.
Ponte do Brooklyn – É legal porque a área para pedestres e ciclistas é assim, mais alta do que a dos carros.
Manhattan vista do Brooklyn.
Manhattan vista do Brooklyn.
As entradas de casas no Brooklyn são um charme só. O clichê
As entradas de casas no Brooklyn são um charme só. O clichê “parecem de filme”. Este é um bairro muito tranquilo de passear, calmo, diferentemente de Manhattan.
Smorgasburg – Brooklyn.
Smorgasburg – Brooklyn.
Smorgasburg - A feirinha é maior do que parece nessa foto.
Smorgasburg – A feirinha é maior do que parece nesta foto.
Passando pela lindíssima Manhattan Bridge – recomendo!
Passando pela lindíssima Manhattan Bridge – recomendo!
A Manhattan Bridge termina em Chinatown, com esta vista.
A Manhattan Bridge termina em Chinatown, com esta vista.

Também procuramos passar em frente ao “Friends building (não tem esse nome, mas ficou conhecido assim), o edifício que aparecia como fachada do prédio onde moravam os personagens do seriado Friends ♥ (eu sei que o Ross não chegou a morar lá, mas vocês entenderam, né?). O prédio fica na esquina da Bedford Street com a Grove Street. Passamos por ali à noite, o que foi legal, porque o prédio estava igual à forma como ele aparece na abertura do seriado.

Friend's Building.
Friends Building.
A esquina, o endereço do
A esquina, o endereço do “Friends Building”.

Vou terminar este post por aqui, porque já tem bastante informação e muitas fotos. Depois faço outro post com o resto das atrações que vimos e outras dicas. Tem muuuuita coisa pra contar ainda.

generalidades · viagens

em trânsito

Estou em Casablanca, no Marrocos, em conexão para Roma. Que vontade de ter uns diazinhos extras para explorar esse país.

Tô me sentindo muito cosmopolita, pois ainda no sábado eu estava voltando de Cuba. A viagem a Cuba era de férias, estava agendada desde maio, acho. Esta para a Itália surgiu de última hora. Vou a Veneza apresentar um trabalho num evento da minha área de pesquisa no doutorado. E também terei uns dias livres em Roma, onde ficarei na casa de uma amiga que mora lá.

Estou aqui, num país árabe na África, refletindo sobre diferenças culturais tão fortes, que me fazem pensar se está certo eu sorrir pra pessoa que vai se sentar ao meu lado no banco do aeroporto, por exemplo. É assim que eu sou. Eu sorrio, eu afasto a minha mala para dar espaço, eu me desculpo se a manga do meu casaco está sobre o banco. Mas não sei mesmo se, sendo mulher especialmente, eu deveria sorrir tanto, como é o meu comportamento normal. Muito curioso – e um pouco assustador – tudo isso.

Daqui a pouco sai o meu voo e em poucas horas estarei na Itália, mais um país que vou conhecer. <3

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2016

Tenho uma lista enorme de posts para colocar em dia. Os mais atrasados são os posts de viagem e os de corrida (pra falar das duas últimas provas, a Meia Maratona Rock’n’Roll, que corri em Lisboa, e a Meia Internacional de Floripa, em que corri 5k, em casa, e fiz pódio). De viagem… Nossa! Tem post atrasado desde pelo menos 2014: Foz do Iguaçu, Portugal, Nova York, Trilha do Rio do Boi (RS), Brasília/Vitória, Curitiba/Morretes, Equador, grutas de Botuverá, Portugal pela segunda vez e Paris. Também tem viagens dos anos anteriores que nunca vieram pra cá, como Chile, Colômbia e outras no Brasil e mesmo em Santa Catarina. Eu queria postar sobre todas, mas se eu tenho acumulado mais viagens do que dou conta de descrever também não vou reclamar!

Os fatos mais marcantes de 2016 foram:

  • O nascimento da minha segunda sobrinha biológica, a Sara, em junho, em Portugal, motivo da minha segunda viagem ao país.
As sobrinhas: Sara e Bruna.
As sobrinhas portuguesas: Sara e Bruna.
  • Comecei a fazer aulas de bateria. Yeah! 🤘🏼 E eu me empolguei pra caramba com isso. Fiz três apresentações na escola de música (vou escrever sobre isso). Eu sempre me apresentei com pelo menos um membro da família, mas uma das apresentações foi só nós quatro tocando Beatles. Foi lindo e feliz demais. play no vídeo:
As minhas caras tocando bateria são as piores. Preciso aprender a relaxar enquanto toco e, principalmente, a sorrir. Vendo as fotos nem dá pra dizer que eu estava feliz. E eu estava; muito.
  • Corri uma prova de rua pela primeira vez. E pela segunda, pela terceira, quarta e quinta (os posts das duas últimas estão pra sair). A terceira e a quarta foram internacionais – aproveitei que estaria em Lisboa e pesquisei corridas que pudesse fazer lá; achei uma para cada domingo que passaria em Portugal. As fotos abaixo são da Rock’n’Roll Half Marathon Lisboa. São todas com marca d’água porque o preço de cada foto era de quase 20 euros. Sem condições, né? Clica nas fotos que dá pra ver um pouco maior.
  • Fiz uma trilha e subi a quase 5.000 metros de altitude (no Equador, post a sair – sério?). Fiz outra trilha descendo para uma lagoa – MARAVILHOSA – dentro de um vulcão. Lá no Equador também vi (de longe) o ponto mais distante do centro da Terra, que é o pico do vulcão Chimborazo. Não é o ponto mais alto do mundo, que, todos sabem, é o Himalaia. O Chimborazo não tem a maior altitude (a altitude é medida em relação ao nível do mar), mas por estar sobre a linha do Equador, na parte do nosso planeta que é mais “larga”, é o ponto mais distante do centro da Terra.
A estonteante laguna dentro do Vulcão Quilotoa.
A estonteante laguna dentro do Vulcão Quilotoa.
  • Evoluí bastante o meu nível de francês. Ainda empaco um pouco pra falar, lembrar das conjugações verbais e do uso das preposicões, mas já entendo bem pra caramba (na minha concepção). E num tópico relacionado: conheci Paris e me apaixonei. <3
Bonjour, Paris.
Bonjour, Paris.
  • Finalmente coletei os dados para o experimento piloto da minha tese. Agora vai! 2017 é o último ano do doutorado, tenho que defender minha tese no primeiro semestre do ano que vem. O ano de 2016 iniciou com planos para fazer um doutorado sanduíche (na França ou na Holanda), mas terminou com a certeza de que não vai rolar. Paciência. Essa questão eu já tenho resolvida, e também tem a ver com as prioridades que a gente define pra vida. Porém, do sonho de morar fora do país eu ainda não desisti. Quem sabe no pós-doc? ;)

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  • Aceitei algumas características minhas e também me esforcei para mudar algumas de que não gosto. Há muito a ser feito ainda, é um processo, mas tem sido positivo, tanto ver as mudanças que já aconteceram quanto ver que tem coisas que é preciso aceitar mesmo, que são da gente e que nos fazem bem. Eu sempre me cobrei muito, ainda me cobro. A minha vida inteira eu fui perfeccionista demais, exigindo demais de mim mesma. Não bastava fazer bem; o que eu tinha que fazer tinha que ser o melhor. Hoje, pra muitas coisas eu já aceito apenas fazer bem. Fazer. Que o esforço demandado não seja nocivo nem me sugue demais. Ainda tenho que aprender a ser mais organizada, a controlar melhor o meu tempo e a gerir minhas tarefas.
    Que em 2017 eu realize esses e outros desejos. <3
corrida · viagens

Lisboa: correndo uma prova 10k

Cheguei a Lisboa no dia 24 de setembro. Esta foi a segunda vez que viajei pra lá; a primeira foi em 2014 (mas ainda não fiz um post sobre aquela viagem, #shameonme). Eu fui em 2014 por ocasião do nascimento da minha sobrinha Bruna, e agora em 2016 volto por ocasião do nascimento da minha outra sobrinha, Sara – e eu já pedi à minha irmã que encomende um outro sobrinho pra 2016, pra eu vir de novo, ahahaha.

Foram praticamente 24 cansativas horas de viagem, divididas entre quatro voos e espera em aeroportos. Cheguei no sábado à tarde, como previsto. Mas como boa Crazy que sou, me inscrevi numa prova de corrida para o dia seguinte ao da minha chegada. Mal deu pra descansar. Mal deu pra dormir. Mas eu tava lá, firme, forte e bem feliz.

A prova em questão foi a Global Energy Race, um evento mundial, realizado na mesma data em 37 cidades de 22 países (no Brasil teve em Floripa, minha cidade; São Paulo; Belo Horizonte; e Brasília), tendo como distância principal 10k (distâncias menores variavam conforme o lugar, não foram iguais em Lisboa e em Florianópolis, por exemplo).

Foi bem legal mesmo. Como eu vinha de me recuperar de uma dor chata no joelho, por conta da preparação pra meia maratona (mais no próximo post), eu fui de boa, sem forçar, só pra correr, completar e me divertir. Adoro provas que não são circulares, como essa. A corrida iniciou na Avenida da Liberdade e terminou ao lado da Torre de Belém, com o Rio Tejo ao nosso lado praticamente o percurso inteiro. Foi quase toda plana, fora o elevado já nos últimos metros da prova.

Largada na Avenida da Liberdade, Centro de Lisboa.
Quase na chegada, porque esse portal aí era só uma pegadinha: a gente via ele de longe, ficava feliz por imaginar que ia acabar ali, mas ao lado dele havia um gajo que gritava: “Não acaba aqui, continua a correr!”.
Aqui sim era a linha de chegada, ou meta, como eles dizem em Portugal.

Cheguei pulando de alegria. Tinha fotógrafo na linha de chegada? Tinha. Ele fez foto no momento em que estava chegando à linha? Fez. Tinha uma menina chegando à minha frente bem na hora, me ofuscando completamente da foto? Tinha. O cara fez outra em que eu aparecesse? Não fez.

Mas outro fotógrafo fez fotos minhas assim que desci o elevado, então não fiquei sem foto nenhuma do evento; foram três em sequência, esta é uma delas:

Minha irmã, meu cunhado e minhas sobrinhas foram até lá na tentativa de me ver cruzar o pórtico de chegada, mas as estradas estavam interrompidas para a prova, e eles não tiveram como chegar ali. Ficaram por perto, me esperando na região mesmo, e nos encontramos no Jardim de Belém, pertinho do Mosteiro dos Jerônimos.

Olha quem me esperava depois da corrida! <3

Minha única decepção com a prova foi que não teve medalha pros concluintes. Como assim? Tá certo, a prova custou pouco mais de 8 euros, mas eu preferia ter pagado um pouquinho mais pra ter a medalha. E como boa Crazy que sou, maluquice pouca é bobagem. Num dos posts do Enio, do Por Falar em Corrida (podcast que eu sempre acompanho), ele disse que não guarda suas medalhas de prova. E ele correu a Global Energy em Florianópolis. O que eu fiz? Ignorei a informação, porque se ele não guarda as medalhas dele não é problema meu? Óbvio que não. Eu escrevi pedindo a medalha dele dessa corrida, pra minha grande coleção de lembranças de, até agora, quatro provas. E ele vai me dar a medalha, o que prova que ser Crazy às vezes vale a pena. A prova era a mesma, afinal, nós só a corremos em continentes diferentes. :)

Crédito das imagens (exceto a primeira, da largada, que é minha): ThatFrame.com.

viagens

Viagem ao Fim do Mundo: Ushuaia, dia 4


Clica aqui para ler outros textos da nossa viagem a Ushuaia.


No nosso último dia inteiro na cidade subimos ao Glaciar Martial, para o qual eu olhava todos os dias desde a chegada.

Pegamos um táxi até a base do teleférico, que nesta época do ano fica fechado, pois abre só quando a estação de esqui está funcionando. O custo do táxi, saindo de onde estávamos hospedados, foi de 75 pesos. A partir dali a gente vai caminhando por uma estradinha paralela ao teleférico e depois por uma trilha bem demarcada e tranquila.

(clica nas fotos para vê-las em tamanho maior e ler a descrição)

A caminhada foi mais leve do que a gente estava esperando. Só lá pra cima é que vai ficando um pouquinho mais complicado, pois a inclinação é maior e tem cascalho, é preciso ser cuidadoso pra não escorregar.

Nessa época só tem gelo. Não subimos muito quando chegamos a essa parte com gelo, pois o chão fica extremamente escorregadio, e meu instinto de preservação é bem forte, ehehe. Mas vou dizer uma coisa: é frio lá em cima. Muito. Mais do que eu esperava. Fui de blusa térmica (fina), cachecol de fleece, gorro, luvas (finas, não eram de lã) e casaco, mas chegou um momento em que eu não aguentei mais o frio e fui começando a descer. Uma pena, porque era lindo e eu gostaria de ter ficado um bocadinho mais. As mãos, de luva e dentro do bolso do casaco, começaram a doer por causa da baixa temperatura. Eu enrolei o cachecol no pescoço e na boca, mas nada disso aliviava. Senti frio até chegar lá embaixo de novo. Então, um conselho: se fores, mesmo que seja verão, vai bem agasalhado e protegido. Esse foi um verão mais quente do que o normal, de acordo com os locais, e mesmo assim eu quase congelei quando parei de caminhar ao chegar lá no alto.

Pra voltarmos, resolvemos descer a parte que foi feita de táxi a pé. Foi um passeio bem tranquilo e agradável. Passamos por uns poucos carros e táxis subindo. Cortamos caminho, saindo do asfalto e pegando uns atalhos pra não ter que fazer todas as curvas. Ao chegarmos lá embaixo, a grata surpresa de descobrir que o lugar onde estávamos hospedados estava mais perto do que esperávamos.

No fim do dia demos uma última passeada pelo centrinho de Ushuaia, pois nosso retorno seria na manhã seguinte, bem cedo. Demos muita sorte com o clima, felizmente. Agora eu espero a chance de voltar a Ushuaia no inverno. :)


Outros textos sobre Ushuaia.