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Viagem à Itália – Veneza, dia 1

 

Veneza: La Serenissima.

Resolvi escrever sobre algo que me faz bem, que me ponha um sorriso no rosto, que me traga boas lembranças e encha minha cabeça de bons pensamentos. Então, vou escrever sobre viagem. Não que viagem seja o único assunto que me deixe bem, obviamente. Mas olho pra fotos de lugares que  já conheci – as fotos das minhas viagens ou fotos de outras pessoas – e me bate uma nostalgia tão boa, uma saudade feliz, por ter tido a chance de ter vivido aquela experiência. Então agora quero alimentar um pouquinho sentimentos bons e meus sorrisos. Vem comigo!

Tô viajando, tô feliz.

Em fevereiro deste ano eu estive na Itália. Conheci as cidades de Roma e Veneza. Foi uma viagem ótima, ótima mesmo, embora eu tenha sentido muita falta da companhia do Jr, já que fui sozinha. Aliás, nós dois juntos na Europa está virando tabu. Foi minha terceira vez no continente (onde ele morou por quatro anos e depois visitou algumas outras vezes). Eu não vejo a hora de estar na Europa com ele. De preferência, no outono ou na primavera.

O motivo da minha viagem foi participar de um evento acadêmico em Veneza, na Università Ca’ Foscari – este é o programa do evento, meu nome está na Sessione I. Eita, até quando eu quero fugir do tema “doutorado” ele permeia o post, já que estou escrevendo sobre uma viagem que só aconteceu por causa do doutorado. Acho que já posso começar a ficar um pouquinho mais grata a ele. ;)

A viagem foi fechada a menos de um mês da data do evento. Por sorte, consegui uma ótima promoção pela companhia aérea Royal Air Maroc e economizei uns mil reais em passagens, comparando o preço com as outras empresas. Sobre a companhia, vale dizer que eu só fui ler sobre ela às vésperas de viajar e fiquei apavorada. Relatos de atraso nos voos, extravios de mala, atendimento ruim, comida ruim (dos males o menor, porque já estou preparada para comida mais ou menos em voo, as outras coisas é que me preocupavam mais). Mas eu tive uma experiência muito boa com essa companhia aérea, então se tivesse que voar com eles de novo eu iria. Vou contar mais sobre os voos com a RAM em outro momento.

Mas só pude ir mesmo porque, além da promoção de passagem aérea, consegui hospedagem grátis em Roma e em Veneza. Em Roma fiquei na casa da Ju, uma amiga querida que mora lá – e também está fazendo doutorado – e em Veneza fiquei na casa da minha coorientadora, que está fazendo pós-doutorado na Ca’ Foscari e era uma das responsáveis pela organização do evento. Assim, economizando onde dava, eu fui. E que bom ter ido. <3

Sobre chegar e ser recebida com amor. <3

Cheguei a Veneza no domingo após o almoço e voltei no fim da tarde de quarta-feira. O plano era passear na tarde de domingo e no dia de quarta-feira, já que na segunda e na terça eu ficaria na universidade o dia todo participando do evento.

Do alto da Ponte Degli Scalzi, sobre o Grande Canal; primeira foto de Veneza. <3

O trajeto Roma–Veneza–Roma eu fiz de trem. Foi uma delícia. Cheguei a Veneza encantada. Com aquela sensação boa de gratidão e alegria por poder estar em um lugar bonito, famoso, que eu não tinha ideia de quando teria a chance de conhecer.

Giardino Papadopoli – fica pertinho da estação ferroviária, foi um dos primeiros lugares por que passei quando cheguei.

Desci na estação ferroviária Santa Lucia, cruzei a Ponte Degli Scalzi, passando sobre o Canal Grande (ou o Canalazzo, como dizem os venezianos). Fui caminhando e olhando tudo, atenta e feliz. Levei apenas uma mochila com as coisas de que precisaria nos quatro dias lá (roupas, eletrônicos e itens de higiene). Não levei a máquina fotográfica, deixei para fazer fotos apenas com o celular, para não ter mais um peso para carregar nas costas enquanto passeava.

Como gosto de jardins, vi que tinha uma praça verde ali pertinho e fui direto conhecê-la – era o Giardino Papadopoli. As duas fotos anteriores (Canal Grande e Giardino Papadopoli) foram tiradas com 30 minutos de diferença entre elas, mais ou menos, mas não parecem nem ser do mesmo dia, pois na primeira ainda tinha sol e na segunda já estava bem nublado.

Ainda no Giardino Papadopoli.

Eu tinha no celular um chip com 4G, que a Ju me emprestou, então me permiti me perder pelas ruelas da ilha. Ia andando, conhecendo a cidade, e depois de muito caminhar parava e olhava o mapa no celular, para descobrir em que região eu estava e escolher a direção que tomaria em seguida. Eu estava querendo chegar à Piazza San Marco, o ponto mais famoso de Veneza.

Perdendo-me pelas ruelas de Veneza.

Passeei, passeei e cheguei à Piazza San Marco. Aquele momento “Oh, olha onde vim parar!”. Adoro me maravilhar assim quando viajo. Eu me emociono de verdade quando vejo um lugar emblemático – às vezes até rola uma lagriminha de felicidade. Em Veneza e Roma, procurei conhecer os lugares que foram cenário da série de livros e jogos Assassin’s Creed, pra fazer fotos e mostrar aos meus enteados, fãs do game.

Basilica de San Marco, na Piazza San Marco.

Fotografar os pontos turísticos de Veneza é muito difícil. É preciso se desapegar e aceitar que as fotos ficarão cheias de turistas, não tem jeito (eu certamente também era uma turista atrapalhando a foto de alguém, ehehe).

Cheguei à cidade no primeiro fim de semana de Carnaval (que rola praticamente o mês de fevereiro inteiro), então encontrei vaaaaaaaaaaárias pessoas com fantasias e máscaras incríveis. Aliás, eu queria muito trazer uma máscara veneziana pra mim. Mas estava contendo os gastos ao máximo, e não consegui me decidir entre preços e modelos. Fui adiando, adiando, e no último dia acabei não comprado mesmo. Ainda não sei se me arrependi ou não, ehehe.

Máscaras venezianas – pensando bem, acho que me arrependi.
Olha isso! Clica pra ver a foto ampliada e em detalhes.
Obras de arte (esta foto também pode ser ampliada).
Cheio de gente assim; uma fantasia mais linda do que a outra.

Eu queria ter feito mais fotos das fantasias, porque tinha mesmo muita gente fantasiada, mas ou ficava meio sem graça de apontar o celular pras pessoas e fotografar, ou tinha um monte de gente na minha frente já fotografando e eu não conseguia uma foto legal.

Baile dos mascarados, Carnaval de Veneza.
Giardini Reali, um jardinzinho escondido entre a Piazza San Marco e o Canal Grande.

Foi escurecendo e eu tinha que encontrar minhas amigas da universidade, que já estavam lá para o evento que começaria no dia seguinte. Antes, comi uma pasta to go deliciosa e baratinha (pros padrões venezianos; acho que foi € 4,50 ou € 5,50, pois a bolonhesa estava em promoção).

Massa fresca e deliciosa, minha primeira janta em Veneza.

Mais cedo, quando cheguei, tinha almoçado uma fatia de pizza, acho que por um euro. Mas era uma fatia grande, tipo um quarto de uma pizza média/grande.

Meu primeiro dia em Veneza chegando ao fim.

Comecei a caminhar para encontrar as meninas (nós nos comunicávamos pelo celular e elas me enviaram a localização delas). Já estava escuro e eu comecei a ficar com um pouco de medo, andando sozinha com todos os meus pertences por ruelinhas muitas vezes vazias e escuras. Mas cheguei, nos encontramos e depois fomos para Mestre, onde minha coorientadora mora. Estávamos todas hospedadas na casa dela. :)

Piazza San Marco já bem mais vazia no domingo à noite.
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Viagem ao Fim do Mundo: Ushuaia, dia 4


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No nosso último dia inteiro na cidade subimos ao Glaciar Martial, para o qual eu olhava todos os dias desde a chegada.

Pegamos um táxi até a base do teleférico, que nesta época do ano fica fechado, pois abre só quando a estação de esqui está funcionando. O custo do táxi, saindo de onde estávamos hospedados, foi de 75 pesos. A partir dali a gente vai caminhando por uma estradinha paralela ao teleférico e depois por uma trilha bem demarcada e tranquila.

(clica nas fotos para vê-las em tamanho maior e ler a descrição)

A caminhada foi mais leve do que a gente estava esperando. Só lá pra cima é que vai ficando um pouquinho mais complicado, pois a inclinação é maior e tem cascalho, é preciso ser cuidadoso pra não escorregar.

Nessa época só tem gelo. Não subimos muito quando chegamos a essa parte com gelo, pois o chão fica extremamente escorregadio, e meu instinto de preservação é bem forte, ehehe. Mas vou dizer uma coisa: é frio lá em cima. Muito. Mais do que eu esperava. Fui de blusa térmica (fina), cachecol de fleece, gorro, luvas (finas, não eram de lã) e casaco, mas chegou um momento em que eu não aguentei mais o frio e fui começando a descer. Uma pena, porque era lindo e eu gostaria de ter ficado um bocadinho mais. As mãos, de luva e dentro do bolso do casaco, começaram a doer por causa da baixa temperatura. Eu enrolei o cachecol no pescoço e na boca, mas nada disso aliviava. Senti frio até chegar lá embaixo de novo. Então, um conselho: se fores, mesmo que seja verão, vai bem agasalhado e protegido. Esse foi um verão mais quente do que o normal, de acordo com os locais, e mesmo assim eu quase congelei quando parei de caminhar ao chegar lá no alto.

Pra voltarmos, resolvemos descer a parte que foi feita de táxi a pé. Foi um passeio bem tranquilo e agradável. Passamos por uns poucos carros e táxis subindo. Cortamos caminho, saindo do asfalto e pegando uns atalhos pra não ter que fazer todas as curvas. Ao chegarmos lá embaixo, a grata surpresa de descobrir que o lugar onde estávamos hospedados estava mais perto do que esperávamos.

No fim do dia demos uma última passeada pelo centrinho de Ushuaia, pois nosso retorno seria na manhã seguinte, bem cedo. Demos muita sorte com o clima, felizmente. Agora eu espero a chance de voltar a Ushuaia no inverno. :)


Outros textos sobre Ushuaia.

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Viagem ao Fim do Mundo: Ushuaia, dia 2


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No nosso segundo dia em Ushuaia, fomos conhecer o Parque Nacional Tierra del Fuego. Que lugar, que lugar!

Bom, primeiro vou descrever como nos organizamos para fazer esse passeio. Não contratamos nenhuma empresa, fizemos por conta própria. Preferimos fazer assim sempre que dá, pois temos autonomia no passeio, no horário, além de ser mais econômico. O parque fica a 11 quilômetros do Centro de Ushuaia, e para ir de forma independente é só contratar uma van – a Linea Regular – que sai com horário marcado e é tudo bem organizado. Várias empresas oferecem esse transporte, saindo do mesmo lugar e pelo mesmo custo. Pagamos (fevereiro/2015) 200 pesos pelo transporte (ida e volta) e mais 100 pesos pelo ingresso no parque. O ingresso regular para não argentinos é 140 pesos, mas quem é da região do Mercosul tem desconto de 40 pesos sobre o valor do ingresso; é preciso apresentar um documento que comprove essa condição. A van saiu pontualmente – pegamos uma das primeiras do dia, pra chegarmos ao parque bem cedo. Quando se toma a van pra ir ao parque, eles te entregam um bilhete. Guarda bem esse bilhete, porque é ele que vai te permitir pegar a van de volta, e tem que ser com a mesma empresa que te levou. Se eu não me engano, elas começam a passar pra buscar os passageiros a partir das 15h ou das 16h – eles informam lá. O lugar de onde as vans saem fica na Avenida Maipú, esquina com a Juana Genoveva Fadul.

Essas vans têm alguns pontos de parada fixos. Num deles, ainda na entrada do parque, descem as pessoas que querem pegar o Trem do Fim do Mundo. Não quisemos fazer esse passeio. Nada do que lemos a respeito dele nos despertou a vontade de fazê-lo. Pareceu-nos um passeio extremamente turístico e caro, não condiz com o nosso perfil. Descemos na última parada da van, onde tem início a Senda Costanera, maior trilha do roteiro. A trilha é linda, linda, linda. Levamos o dia inteiro para cumpri-la, mas os cenários são encantadores. O blog My Destination Anywhere fez um post com bastantes informações sobre o passeio ao parque, inclusive com uma cópia do mapa que eles entregam na entrada, recomendo a leitura.

Essas trilhas só podem ser feitas por quem vai em época de calor. No inverno, a neve cobre as trilhas e os caminhantes poderiam se perder, já que não é possível identificar o caminho a ser seguido. Também registrei com o GPS do celular a trilha que fizemos no parque. Nós caminhamos mais do que aparece no trackloc porque o GPS foi ligado depois de já termos iniciado a caminhada.

Eis as fotos do maravilhoso passeio pelo Parque Nacional Tierra del Fuego. Fizemos a Senda Costanera até chegarmos à Bahia Lapataia, onde termina a Ruta Nacional 3.

{as legendas, quando tem, estão sempre abaixo das fotos}

Segundo dia em Ushuaia. Aqui estávamos começando a trilha (Senda Costanera) de dia inteiro no Parque Nacional Tierra del Fuego. Sem dúvida, o lugar mais lindo de uma região cheia de lugares lindos.
Paisagens encantadoras.
Feliz de vida por estar num lugar tão lindo.
Bahia Lapataia.

Neste momento nós estávamos “perdidos”, pois numa bifurcação em que não havia placa indicando o caminho, decidimos acompanhar um italiano que estava certo de que a trilha seguia pela esquerda, falando com a propriedade de quem conhecia o lugar. Depois de um tempo ele resolveu dizer que “achava que tinha se enganado”, e já tínhamos andado muito pra voltar. Nós tínhamos um mapa do parque, pequeno, sem detalhes, e o GPS do celular, pois eu estava rastreando a trilha. Comparei os dois e tracei o destino, pois havia referências visuais e naturais significativas pra gente saber que não ficaria perdido por muito tempo. E… [a história termina na próxima foto]
…graças a esse plano reencontramos a trilha um tempo depois. No fim acabou valendo, pois vimos paisagens bonitas que estavam fora da trilha (um exemplo é a da foto anterior).
Lugar que não se cansa de ser lindo. As montanhas ao fundo pertencem ao Chile.

Escolhemos fazer a maior – e provavelmente mais linda – trilha do parque: Senda Costanera. Ela termina na Bahia Lapataia.
Eu estava me sentindo um teletubbie nessa paisagem.
Só vi belezas.
Cansada e muito feliz.

Chegamos! Mas ainda tem uma outra trilhinha aí pra dentro. Esse é o fim da Ruta 3.
Esta bicicleta era de uma moça francesa que veio pedalando sozinha desde Mendoza!
O Jr parou pra olhar as castoreiras, eu me sentei pra descansar e quase não consegui levantar de novo.
Aqui nós paramos pra lanchar e eu descansei um pouco enquanto o Jr foi fazer umas fotos. Eu dormi de cansaço. De novo: não queria mais levantar. :)
Este trecho da ilha foi uma indicação de uns argentinos que tínhamos conhecido um dia antes, no passeio ao Canal de Beagle. Nós chegamos ao fim da Ruta 3 um pouco depois deles e eles nos disseram para seguir tal caminho e ver esse lugar bonito aí. Nós fomos, não havia nenhuma placa, nenhuma cerca, nenhum impeditivo de continuar o caminho. Mas ao terminarmos a trilha nós lemos, do outro lado, uma placa dizendo que não se deveria caminhar por esse local. Ficamos constrangidos, embora não soubéssemos que fazíamos algo proibido, pela falta de indicação no sentido de onde viemos.

De volta ao centro de Ushuaia.

Outros textos sobre Ushuaia

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Viagem ao Fim do Mundo: Ushuaia, dia 1


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Neste post eu vou contar o que fizemos no nosso primeiro dia em Ushuaia. Ficamos no total quatro dias inteiros na cidade, e pudemos fazer muita coisa legal. Lembrando que fomos no verão, passamos em Ushuaia os dias 4, 5, 6 e 7 de fevereiro de 2015.

Nós chegamos à cidade de manhã. Encontramos o hotel (pra ler sobre a nossa hospedagem clica aqui) que tínhamos reservado, deixamos nossas malas e saímos para passear no Centro de Ushuaia. Escolhemos ficar na região central para não dependermos de transporte e podermos fazer todos os passeios (ou reservas para passeios distantes) a pé. Foi a escolha mais acertada. Ao final deste post eu vou escrever sobre a nossa hospedagem.

Assim que deixamos as malas no hotel, nos dirigimos à região do Porto de Ushuaia, onde as empresas que oferecem os passeios pelo Canal de Beagle atendem. Nós já sabíamos que esse passeio toma meio período e exige tempo bom. O dia estava lindo e estávamos no meio da manhã, então o ideal seria conseguir reservar um passeio pro início da tarde, e deu certo.

Passeio de veleiro pelo Canal de Beagle

Os passeios mais comuns pelo Canal de Beagle são feitos de catamarã. Há várias empresas operando com catamarãs, os quais levam muitas pessoas. Nós escolhemos um passeio que é oferecido apenas pela empresa Tres Marías, pois ela é a única autorizada a desembarcar na Isla H, onde os passageiros fazem uma trilha – nós fomos com o Veleiro If. Uma das maiores vantagens que consideramos foi o fato de que vão pouquíssimas pessoas no veleiro. Era pra ter 12 passageiros, mas saímos em apenas oito mais dois tripulantes. O que alguns podem considerar uma desvantagem (não consideramos) é que devido à velocidade menor, o veleiro não vai tão longe quanto os catamarãs. E, por não ir tão longe, não vai até o Farol Les Eclaireurs. Sinceramente, não senti falta. A trilha na Isla H é muito bacana, e fazer um passeio com pouca gente torna a aventura mais personalizada. Eu registrei a caminhada com o GPS do celular, o tracklog da trilha pode ser conferido aqui. A empresa Tres Marías tem outras embarcações também, mas achamos o veleiro a mais legal delas. Não nos arrependemos em nenhum instante. Neste link é possível ler as avaliações dos viajantes sobre a empresa Tres Marías publicadas no TripAdvisor – a minha avaliação está lá.

O nosso passeio não incluía visita às ilhas dos Lobos e dos Pássaros. Mas, pelas fotos que vi na internet, elas não são nada diferentes de outras ilhotas que vimos com – adivinha? – lobos e pássaros. Infelizmente, ao pegar minhas anotações sobre a viagem, vi que não anotei o valor do passeio. Mas sei que é o mesmo valor em média das outras empresas; quase todas cobram a mesma coisa. Depois da trilha na Isla H, na volta pra Ushuaia, a tripulação (Carlos e Ezequiel) serviu café/chá com alfajor, muito bom. Como estávamos em pouquíssimos passageiros, foi um momento agradável, de muita conversa e risada, onde pudemos tirar uma folga do vento forte e frio que soprava lá fora.

Seguem algumas das fotos do nosso passeio (as legendas, quando tem, estão abaixo das fotos):

As montanhas ao fundo já são território chileno.
A cidade de Ushuaia vista do Canal de Beagle – no alto o Cerro Martial. A navegação pelo canal foi o primero e a subida ao cerro foi o nosso último passeio na cidade.
Leões-marinhos aos montes no Canal de Beagle (pra que ir até a Ilha dos Lobos ver a mesma coisa?).
Passeio pelo Canal de Beagle.
Passeio pelo Canal de Beagle.
Veleiro If – Canal de Beagle.
Parada para conhecer a Isla H, no Canal de Beagle, exclusividade do passeio com a empresa Tres Marías. Esse foi o veleiro em que fizemos a navegação.
Isla H – Que lugar!
Isla H – Canal de Beagle.
Tracklog do nosso trekking na Isla H registrado no wikiloc.
Observando o Glaciar Martial a partir do Canal de Beagle, três dias antes de fazermos a trilha para subi-lo.
Canal de Beagle (esse farol não é o Les Eclaireurs).
Aqueles telhadinhos azuis são do aeroporto de Ushuaia.
Veleiro no Canal de Beagle – fim do passeio.
Posto de atendimento da empresa Trés Marías. =)

Outros textos sobre Ushuaia.

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[roteiro] Dois dias na Serra Catarinense: Urubici e Bom Jardim da Serra

Fizemos um passeio com os meninos para a Serra Catarinense. Programamos dois dias (20 e 21 de julho), com uma pernoite em Urubici. Nosso roteiro foi:

Dia 1

Florianópolis – Urubici

Nosso trajeto foi pela BR-282. Subimos a serra e depois paramos em um mirante (não sei exatamente em qual cidade) para fazermos um lanche e esticarmos as pernas. Não me lembro exatamente qual foi o horário em que saímos de casa, mas chegamos a Urubici pouco antes do meio-dia. Nosso primeiro projeto era visitar a Cascata Véu de Noiva e o Morro da Igreja (Pedra Furada), que ficam na mesma estrada.

Morro da Igreja e a Pedra Furada (Urubici). Em outra viagem, eu fiz uma trilha até lá dentro da pedra, dando a volta no morro.

Importante: Desde 18 de novembro de 2013, o acesso ao Morro da Igreja é controlado e o número de visitantes limitado. Assim, é preciso primeiro retirar uma autorização para ter acesso ao parque. Quem visita o morro durante a semana deve retirar a autorização na sede do Parque Nacional de São Joaquim (Av. Felicíssimo Rodrigues Sobrinho, 1542, bairro Esquina), entre 8h e 12h e 13h e 16h30 para visitas no mesmo dia. Quem vai no fim de semana, como foi o nosso caso, deve solicitar a autorização antecipadamente, pelo e-mail agendamentoparque@hotmail.com. Eu descobri isso dois dias antes da viagem, na sexta-feira à tarde, ou seja, no limite de fazer a solicitação da autorização e receber a confirmação a tempo. Deve-se informar o nome de um responsável pela retirada da autorização, a placa do carro que vai subir e o número de pessoas dentro do veículo. Uma coisa que não fica muito clara no Guia do Visitante do parque é que mesmo indo no fim de semana, deve-se passar na sede do parque para retirar a autorização. É, é estranho mesmo. Eles dizem que a autorização para o fim de semana deve ser solicitada antecipadamente, mas estão lá para entregar a autorização pedida previamente. É provável que emitam autorizações na hora se o número de visitantes do dia não tiver atingido o limite, mas não tenho como garantir. A informação no site não é precisa, e em algum lugar eu li que haveria uma lista na entrada do parque com os nomes das pessoas autorizadas. Então, chegando a Urubici, fomos direto ao parque. Havia uma fila enorme (já falo mais sobre isso), e o guarda nos disse que deveríamos primeiro ter pegado a autorização na sede, que não fica ali, mas no Centro de Urubici (nem tínhamos passado pelo centro da cidade ainda, era fora do caminho). Eu expliquei a situação, dei nossos nomes (ele se lembrava do nome do meu marido na lista) e ele nos deixou passar. Mas pode ter sido gentileza dele; pode ser que outra pessoa te obrigue a ir à sede do parque pegar o documento. Então, digo que pra nós não foi preciso, mas a orientação dele é que a autorização deve ser retirada antes (o que complica a vida do turista, que perde mais tempo fazendo um trajeto fora do caminho da visitação – a retirada de autorizações poderia ser ali, não no centro da cidade).

Sobre a subida ao morro: tem fila. No dia em que fomos era domingo de alta temporada na serra. Provavelmente não é assim sempre, mas tivemos que esperar bastante (uns 40/50 minutos), desligando e ligando o carro quando a fila andava. Ouvi relatos de duas horas e meia de espera. Isso porque um carro só pode subir quando outro descer, para que todos tenham espaço para estacionar lá em cima sem trancar a via. Eles recomendam que a visita dure 15 minutos, mas cada visitante fica o tempo que quiser, pois isso não é controlado lá.

Fila e espera para poder subir ao Morro da Igreja.
Fila e espera para poder subir ao Morro da Igreja.

O nosso plano, inicialmente, era passar na Cascata Véu de Noiva primeiro, almoçar num restaurante de-li-ci-o-so que tem lá e depois subir para o Morro da Igreja. Mas todos estavam fazendo o contrário, então também fizemos, para não perder nosso lugar na fila. E eu recomendo muito o almoço lá. Eles fazem uma paçoca de pinhão muito boa; uns dias depois de estar de volta em casa, comprei pinhão e preparei uma versão pra gente. A entrada para ver a cascata é R$ 4,00 e o almoço foi R$ 17,00, livre – come-se muito bem.

Cascata Véu de Noiva (Urubici–SC)

Depois, fomos conhecer a Serra do Corvo Branco, que não fica longe dali. Tinha havido um deslizamento de terra na noite anterior e achamos a descida (sentido Urubici–Grão Pará) muito perigosa. Então, deixamos nosso carro no segundo mirante e descemos um pouquinho a pé. Muitas pessoas nos disseram que a paisagem bonita mesmo ficava mais além, aonde não fomos, mas não quisemos nos arriscar. E a ida pra lá já tinha sido beeem trabalhosa. A estrada era de chão, e quando começou a subida, veio o aperto: ter dois carros ao mesmo tempo fazendo as curvas, em direções opostas, exigia manobras chatas de fazer. Não cheguei a me arrepender de ter ido, mas acho que o meu marido, que estava dirigindo, sim.

Serra do Corvo Branco (entre Urubici e Grão Pará).

Então, fomos para a nossa pousada. Ficamos na Pousada Avenida, um estabelecimento familiar no Centro de Urubici, bem localizado e com um ótimo atendimento. Minha opinião sobre a pousada está publicada aqui. Mais tarde, saímos para comer no Café Canhambora. Comemos bem, num lugar agradável, sem gastar muito (minha opinião completa está aqui). E voltamos para a pousada para dormir. Sabíamos que não teria neve naquela noite.

Dia 2

Urubici – Bom Jardim da Serra – Florianópolis

Acordamos cedo, tomamos café na pousada e saímos para a nossa última visita em Urubici: a Cascata do Avencal. Nós já tínhamos ido à cascata em 2011, fazendo a trilha por baixo, mas foi em um dia de chuva, então, quando chegamos à cascata, não tínhamos vista dela lá no alto. Desta vez, fomos pelo acesso “oficial” (deve-se pagar uma taxa de R$ 2,00) e vimos lá do alto, sem ter que fazer trilha. Nesse parque que administra as visitas ao alto da cascata tem tirolesa, pedalinho e provavelmente outras atividades, mas fomos na segunda-feira e nada estava em funcionamento – por nós tudo bem, pois só queríamos ver a cascata mesmo, mostrá-la pros meninos, que nunca tinham visto, e ter uma vista diferente e completa, ehehe.

Cascata do Avencal vista do alto (Urubici–SC).

Saímos de Urubici com destino a Bom Jardim da Serra. A paisagem muda bastante no caminho. Almoçamos num restaurante de beira de estrada e fizemos uma parada no Restaurante Cascata, só para vermos a paisagem atrás do estabelecimento (merece a parada). Em Bom Jardim da Serra, não vimos outras atrações que não fossem o Mirante da Serra do Rio do Rastro e o Parque Eólico. Paramos nos dois, fizemos nossas fotos e rumamos pra casa. A surpresa foi que o “pesado” da Serra do Rio do Rastro não é o que se vê do mirante. As curvas realmente assustadoras não aparecem na foto abaixo (mostrando o visual que se tem desse ponto, que é vista clássica).

Vista do Mirante da Serra do Rio do Rastro (Bom Jardim da Serra).
Quati em Bom Jardim da Serra, no Mirante da Serra do Rio do Rastro.

 

Parque Eólico (Bom Jardim da Serra).

A volta foi mais chatinha. Por ser volta, claro (o que tinha pra ser feito foi feito, e tudo o que a gente quer é o conforto do lar e da nossa cama), e também porque já não tinha mais aquela paisagem bonita da ida, já que estávamos voltando por outro caminho. Fomos até Tubarão, e dali pegamos a BR-101 de volta pra casa.

On the road.

São Joaquim? Descartamos totalmente a visita, por tudo o que li a respeito e pela opinião de outros turistas que estavam vindo de lá: não há o que ser visto. Se tem neve na cidade, a atração é a neve, e mais nada. Como não tinha neve, nos disseram: “Não vão, será perda de tempo.” Não nos arrependemos.

A graça do passeio mesmo foi Urubici. Bom Jardim da Serra serviu para mostrarmos a Serra do Rio do Rastro aos meninos e para conhecer de perto as usinas eólicas. Já em Urubici há várias outras atrações. Nos sugeriram o Morro do Campestre, aonde também já fomos com o grupo de trilheiros, então não fomos desta vez. Mas quem não conhece pode acrescentar essa atração ao passeio (não fica longe do centro e oferece uma vista bem bonita).