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Diário de gravidez #2

Confesso que estou amando ver minha barriga crescer. Gosto de olhá-la no espelho, de acariciá-la e de sentir que a bolinha que ela forma bem embaixo está se expandindo.

É tão louco, tudo isso. A barriga crescendo torna o processo mais real, visível e palpável.

Daqui a pouco eu já vou estar falando com o bebê. (:

Nesta foto, a barriga de 13 semanas (19/8). Já faz duas semanas, hora de fazer outra.

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Os episódios de fome, que contei no último post, estão mais controlados. Já não tenho mais desesperos por comida. Estou me alimentando melhor e com mais controle. Ainda como bastante, mas comer muito, como eu disse, é meu normal. Olhando para o meu corpo, não me sinto muito “aumentada”, fora a barriga. Porém, quando olho o peso que a balança indica, eu me assusto. Parece que ganhei mais peso do que o corpo demonstra (mas eu estava um pouco abaixo do meu peso quando engravidei, pode ser isso).

E as amigas grávidas? Nossa, que coisa linda! Quantas amigas queridas grávidas com não muita diferença do meu tempo de gestação – uma delas tem a DPP (data prevista do parto) para um dia antes de mim. Tão gostoso poder trocar ideias, impressões e alegrias com elas.

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Por esses dias li em algum lugar que mais difícil do que escolher nome pro bebê é escolher o carrinho de bebê. Tive que concordar – embora eu e o Jr, juntos há sete anos e meio, não tenhamos, nesse tempo todo, conseguido chegar a pelo menos UM nome de menino. Para menina temos até uma minilista, mas pra menino não tem nenhum; e não é porque a gente não gosta dos mesmos e não entra em acordo, é porque a gente não consegue ver nenhum e pensar “é esse!”. Se for menino, tá difícil. Mas, como eu dizia, mais difícil ainda tá a escolha do carrinho. Eu li reviews, acompanhei discussões em fóruns, vi vídeos no youtube, fui de um modelo pro outro, perguntei às amigas que já passaram por isso e pedi que compartilhassem suas experiências.

São muitos os itens a serem considerados: preço, tamanho, peso, conforto, praticidade, funcionalidade, durabilidade, se acopla ou não o bebê-conforto… Não dá pra combinar tudo isso num único carrinho. Aí é preciso listar todas essas questões, estabelecer uma hierarquia para ver o que é prioridade e tentar acertar na escolha. Li muitos casos de mães que compraram um modelo de carrinho durante a gestação, mas quando tiveram o bebê, na prática, viram que fizeram uma má escolha, e acabaram comprando outro. O carrinho é um dos itens mais caros do enxoval, tem que ser uma compra bem planejada.

Hoje, fui com o Rafinha (empolgado com tudo o que diz respeito ao bebê) a uma loja de artigos infantis ver os carrinhos ao vivo, experimentá-los, pegá-los e ver a questão do peso, da praticidade e tal. Foi ótimo, acho que consegui definir o que é mais importante pra mim. Estou entre dois modelos. Quando definir o que escolhi, eu conto aqui e digo como cheguei à escolha final. Considero a possibilidade de comprar usado, vamos ver se encontro pela região.

É isso. O diário de gravidez de hoje já ficou longo demais. Até o próximo! (:

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Diário de gravidez #1 – primeiro trimestre

Estou no fim do primeiro trimestre e não tive um episódio de enjoo sequer. Houve situações em que eu olhei pra algo que eu comia todos os dias e pensei “não, não quero isso”. Era um não querer com força, tinha que ser outra coisa, mas a recusa não vinha acompanhada de enjoo. Simplesmente eu tinha que comer outra coisa – e muitas vezes eu nem sabia o quê.

Por falar em comida… minha gente querida! Quando me veem de pratão na mão dizem a clássica frase “agora come por dois, né?”. Claramente gente que não me conhece bem. Porque quem conhece sabe que eu como por dois no meu estado normal, o de não grávida. Agora grávida, eu às vezes como por quatro. E que bela batalha interna: a consciência sabe que não precisa (e nem deveria!) comer tudo isso, mas a parte do cérebro que sente prazer em comer deve ser um pouco maior do que o normal e claramente is the boss por aqui. Ganha sempre.

Resultado: tive que ir atrás de nutricionista, pois pagando os altos honorários envolvidos, eu tendo a obedecer direitinho as recomendações, então essa foi minha esperança de parar de não resistir a nenhuma vontade de comer demais e de comer o que eu não deveria.

E na gravidez vieram uns desejos loucos! Vontade de comer coisa que eu não comia há muito tempo, que eu não tinha mais nem vontade, que já tinha sido substituída por coisas mais saudáveis fazia tempo. Por exemplo: lasanha congelada (!); pão branco, maionese industrializada e presunto (!!); miojo (!!!). Viram que tudo tinha que ter sódio e glutamato monossódico, né?

O curioso é que vi ampliado um desejo, uma necessidade forte de comida salgada, principalmente à noite. Mas a vontade de doce não. Eu sempre fui mais do doce do que do salgado, sempre. Na gravidez a vontade de salgado aumentou, e ouso dizer que a de doce diminuiu bastante, e quando come doces, nem de longe sinto o prazer que costumava sentir.

E respondendo a duas das perguntas mais feitas sobre o bebê: sim, foi planejado; não, ainda não temos confirmação do sexo.

PS: parece que o fim do primeiro trimestre trouxe consigo o fim do desejo por comer tranqueiras. #oremos

diálogos · gravidez

Diálogos #71 – Rafofura e a descoberta da gravidez

Fazia tempo que o Rafael dizia que queria muito um novo irmãozinho ou uma irmãzinha. Estava pedindo com bastante insistência, até, dizendo várias e várias vezes que “não esperava a hora de ter um bebê na fofamília”. No dia em que decidimos contar a novidade pra ele e pro Victor, algumas horas antes de a notícia ser dada ele me observou, me chamou e disse:

– Zeize, tu tá barrigudinha, hein? [mas ele não estava nem desconfiado que fosse gravidez, foi só um comentário mesmo]

Depois, quando contamos que o bebê já estava a caminho, ele ficou emocionadíssimo. Chorou muito e ficava me perguntando:

– É verdade, mesmo?

Daí pra frente ficou ainda mais grudadinho comigo. Levantava a minha blusa pra dar beijinhos na barriga. Eu disse que isso fazia cócegas, e ele me respondeu:

– Ah, Zeize, já vai te acostumando, porque vai ser sempre assim, agora.

No dia seguinte, lembrando-se da emoção que foi saber da gravidez, nos confidenciou:

– Foi a primeira vez na minha vida que eu chorei de alegria.

E agora ele está todo bobo, porque já conhece a experiência de ser irmão mais novo, mas vai poder saber também como é ser um irmão mais velho – e o único a ostentar o título de “irmão do meio”, já que o Victor só vai ser irmão mais velho e o bebê vai ser só irmão mais novo. Mas ele, dependendo da perspectiva (ou: do irmão a quem se refere), vai pode ser os três. Aí perguntou pro Victor:

– Victor, como é ser irmão mais velho?

Ao que o Victor, pra deixar o Rafa ainda mais ansioso, respondeu:

No spoilers.

Por fim, a torcida dele é para que o irmão ou a irmã nasça durante as férias, porque ele não vai “querer ir pra escola, pra ficar brincando com o bebê”.

Resumindo: ninguém ficou tão feliz e empolgado com a chegada deste bebê quanto o Rafa – acho que nem mesmo eu e o Jr, que somos os pais, haha. <3

gravidez

vai ter neném em 2018 \o/

Hoje é meu aniversário, mas tem outra vida que eu também estou celebrando. ❤️ Por aqui, a comemoração é em dose dupla. 💞
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Olha se não é muito meu filho/minha filha:
1) Já está dando tchauzinho (é simpático 💁🏻);
2) Já está fazendo abdominal com elevação de quadril (curte uma atividade física 🙆🏻).
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São muitos os motivos pra comemorar, então a gente comemora muito. 🌷

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Postei o texto e o vídeo acima no Instagram (@miudezas) e, gente, tô recebendo tanto recado fofo, tanto carinho em forma de mensagens, que foi tocante. Ainda não quis postar no facebook, mas sabe que tá até dando uma animada? Porque a notícia de uma gravidez é algo que sempre deixa as pessoas felizes, né? Apagam-se as diferenças, sejam elas quais forem, e todos celebram a nova vida que vai chegar. Estamos muito, muito felizes. <3

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a formatura da minha mãe

Diva. (:

No dia 28 de julho de 2017, a minha mãe se formou pedagoga na UFSC. Um mês antes, no dia 28 de junho, ela defendeu seu TCC de uma forma linda, madura e que me encheu de orgulho – e lágrimas.

Que trajetória bonita! Sonhamos tanto com esse dia, com esse acontecimento, e agora ele chegou, ele passou. Minha mãe, que teve que parar os estudos ainda no Ensino Médio quando ficou grávida de mim (e ela amava estudar!), agora tem diploma universitário, e vai ser uma profissional maravilhosa na área dela.

Na defesa do TCC.

Quando passou no vestibular para o ano de 2014, ela foi aprovada nas duas universidades públicas catarinenses, a UFSC e a Udesc. Ela pôde escolher em qual das duas melhores universidades do estado ela estudaria.

Para concluir o Ensino Médio, ela frequentou a EJA – Educação de Jovens e Adultos. O tema do TCC dela foi também a EJA, com acompanhamento presencial de uma turma de alfabetização. Ela escreveu tendo os dois pontos de vista, o de aluna e o de professora na EJA. Eu li o TCC dela, que trabalho lindo! A defesa foi linda, os comentários e os elogios da banca foram lindos. Tudo lindo, e eu fiquei sem palavras quando acabou, pois precisava de um tempo para elaborar tudo o que aquilo significava.

Eu me acabei de chorar na defesa do TCC. Eu me acabei de chorar na formatura. Eu estou “acabada” de felicidade e orgulho.

generalidades

quanto ao doutorado…

… não estou mais tão ansiosa (desesperada) como antes. Eu tenho uma orientadora tão maravilhosa, que nem sei se a mereço, haha.

Eu saí da sensação de estar imersa no caos, com milhões de coisas pra fazer, sem saber qual caminho seguir primeiro, por onde começar. Sabe aquela história ~básica é óbvia~ de dar um passo de cada vez? Eu queria dar todos os passos, em todas as direções, de uma vez só, e estava quase dando de cara no chão. Aí vem a orientadora, me acalma, me diz algo como: "faz isso, só isso, não pensa em outra coisa agora; depois dessa etapa vencida, a gente define a próxima". E assim eu me sinto capaz de novo de dar conta do que tenho ainda pela frente.

Só ter definido essa situação já me tirou um peso gigante das costas. O alívio e a própria empolgação com a pesquisa voltaram imediatamente.

diálogos

Diálogos #70

Um dia de manhã, o Rafa se acordou e deitou comigo no sofá, apoiado no meu peito. Depois, ele quis medir nossos batimentos cardíacos. Eu senti o dele e comentei que estava mais lento do que estou acostumada a sentir. Ele me respondeu:

– É. É que eu tô calminho aqui abraçadinho contigo.

A foto acima é desse mesmo dia do diálogo (9 de julho), bem desse momento, dele no meu colo. Estávamos os dois ainda de pijama, ele olhou pro rasgo do pijama dele e pra estampa do meu e disse:

– Olha, Zeize, dois pijamas de coração. Hehehe.