gravidez · maternidade

Sobre a equipe que acompanhou meu parto

💜 Ainda vou escrever meu relato de parto. Mas desde já quero registrar a alegria de ter tido comigo os melhores profissionais que eu poderia escolher. Com eles tive um parto respeitoso, humano, lindo. Eu me senti acolhida, protegida e amada. Serei sempre muito grata por ter tido comigo nesse processo a presença do obstetra Pablo Queiroz e da doula Camilla Dassan (e, de certa forma, do obstetra Marcos Leite também). Por vários dias eu pensava no meu parto com tanta alegria que chegava a chorar de felicidade (ocitocina bombando). Sei do privilégio que é poder escolher os profissionais que me acompanhariam nessa hora – contar com eles me deixou segura durante todo o processo. Obrigada, Pablo e Camilla (e Marcos), pela atenção, pelo carinho e pelo cuidado de vocês. Pelo olhar amoroso e acolhedor. “Que bom que vocês estavam lá comigo.” 💜

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Acabou #gravidaise.

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Nosso bebê nasceu

👶🏻 Nina
📆 20/02/2018
⏰ 40 semanas
⚖ 3,085 kg
📏 51,5 cm

 

generalidades · gravidez

oito anos <3

Nossa história de amor, bem resumida:

Nos conhecemos no dia 13 de fevereiro de 2010, sábado de Carnaval, no Bloco de Sujos. Ambos solteiros e sem nem pensar em encontrar ali alguém com quem ter um relacionamento. Eu já estava até voltando pra casa, pois fui pro bloco sozinha e não conseguia encontrar ninguém de conhecido. Já indo embora, esbarrei em amigos em comum e decidi ficar um pouco por ali onde eles estavam. O Jr me viu e ficou perto de mim o tempo todo. Conversamos bastante, ele era uma companhia agradável naquela zoeira toda, hahaha. Deixou claro que estava interessado em mim. Eu deixei claro que não ia rolar nada. Cheguei mesmo a dizer algo como: “não vou ficar contigo / não vou te beijar” (o que, naquele dia, não aconteceu mesmo).

Hoje, oito anos depois, estou aqui, quase parindo uma filha dele. 😆

Esta foto nós fizemos hoje, reunindo o início da história e nosso estágio atual: ele, usando parte da fantasia que vestia no dia em que nos conhecemos; eu, com o barrigão da neném que vai deixar nossas vidas ainda mais felizes. 💜

gravidez

Diário de gravidez #9

Sempre me disseram que as últimas semanas de gravidez seriam as mais arrastadas. Que eu já não aguentaria mais estar grávida e estaria ansiosa para que o bebê nascesse logo.

Bem, a impressão que eu tenho é que o tempo está voando. Parece que mal me descobri grávida e já estou aqui, com esse barrigão imenso, quase parindo. Eu estou curiosa para conhecer a minha filha, com vontade de abraçá-la, sentir o cheirinho dela, mas não estou ansiosa, nem um pouco.

36 semanas.

É curioso, porque eu sei que em pouco tempo ela estará aqui com a gente, e por mais que eu saiba que a vida vai mudar absurdamente, eu tento imaginar como vai ser do nascimento dela pra frente e não consigo. Acho que é o tipo de coisa que não adianta te explicarem, tens que viver mesmo.

34 semanas

A gravidez tem sido um período de tranquilidade. Fora uma ou outra preocupação, como as semanas em que ela ficou pélvica (agora está cefálica, na melhor posição pro nosso desejado parto natural), foi tudo relativamente tranquilo. Não tive enjoos, não tive azia, não estou inchada e até o verão está ameno como não esteve faz anos, me permitindo não sofrer tanto nesse estágio final. Eu me sinto mais cansada, é claro, e com alguns movimentos limitados por causa do barrigão. É difícil achar posição para ficar deitada, mas considero que esteja dormindo muito bem, levando em conta o barrigão de 36 semanas.

E assim seguimos, semana a semana, até o nascimento dela. Ela já está praticamente a termo. Embora eu não tenha como prever qual será o dia em que ela vai nascer, eu já sei que falta pouco, falta muito pouco. <3

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gravidez

Diário de gravidez #8 – Tá quase acabando (ou começando pra valer)

Gravidaise está se sentindo plena.

Estou fechando 34 semanas de gestação. Já estou no oitavo mês. Está passando muito rápido. Não, está voando. E, apesar de eu ficar sempre imaginando como vai ser a minha filha, como vai ser a nossa vida com ela aqui, eu não estou com pressa. Ficar grávida, pra mim, tem sido uma experiência muito agradável – como não está nos planos engravidar de novo, quero curtir bastante a gestação, porque sei que depois vai dar muita saudade.

Oitavo mês.

Nesta fase da gestação eu estou me sentindo ótima, física e psicologicamente. Andei preocupada com várias coisas concernentes ao parto (não apenas isso), entre elas a apresentação da bebê, que estava pélvica (sentada), o que complicava um pouco a coisa para nós duas. Mas ontem fiz uma ecografia que me deixou aliviada e feliz em vários aspectos: a bebê estava cefálica (de cabeça pra baixo) e seu desenvolvimento está ótimo. Segue um close da fofurinha:

Ela já está bem grandinha e apertadinha dentro do útero, então fica difícil vê-la por inteiro. Aqui, a mãozinha está cobrindo os olhos. Dá pra ver o queixo (apontando pra esquerda da tela, pois ela está com o rosto “deitado”), a boca, o nariz e a bochechinha. <3

Apesar de estar me sentindo muito bem, oitavo mês é oitavo mês. O cansaço bate forte, especialmente quando é preciso subir uma escada ou uma rampa (qualquer coisa pra cima cansa). Me levantar, seja da cama, seja do sofá, tem ficado bem complicado. Colocar e amarrar os tênis, então! Roupas, ai, roupas… Quero usar só vestido e coisas bem soltas, porque mesmo os shorts e calças jeans para gestantes apertam (aqueles elásticos são meio enganação, só funcionaram pra mim quando a barriga começou a aparecer). Aliás, muito difícil acertarem em shorts para gestantes. Uma dificuldade achar algo que fique confortável e bonito. Nos dias de mais calor meu uniforme em casa é calcinha e sutiã. Só. Metabolismo a toda, sou o ser mais calorento da casa (sempre foi o contrário).

31 semanas

O que está faltando fazer:

  • Definir qual vai ser a configuração do nosso quarto para podermos montar o berço e comprarmos a cômoda para guardar as coisas da bebê e usar como trocador;
  • Comprar a cômoda, claro;
  • Lavar todas as roupinhas e deixar tudo pronto pra chegada dela (a vovó que quis ficar responsável por isso, doida pra ver os varais no quintal dela cheios de roupa das netinhas*);
  • Comprar as poucas coisas que faltam, como toalha de banho e toalha fralda.
  • Remarcar a visita à maternidade – marcamos em dezembro, estávamos lá no horário, mas a pessoa que nos levaria para apresentar as instalações do lugar não foi localizada, afe.
  • Marcar reunião presencial com a doula (com quem tenho contato pelo Whatsapp sempre e é uma fofa).

* Das netinhas porque o enxoval da bebê é praticamente composto de roupas que a minha irmã doou e foram das minhas sobrinhas. Além dessas, tem algumas outras peças de presente. Eu mesmo só comprei dois bodies: um do Guns n’ Roses, que eu trouxe de lembrança do show ao qual eu fui com o Victor, e outro do Dezarranjo Ilhéu (um canal no YouTube muito engraçado, sobre coisas típicas de Florianópolis – vulgo manezinhas), porque a gente adora os vídeos do canal e o body tem na estampa uma tainha e a frase: “Côza másh quirída”, e a nossa neném é a coisa mais querida mesmo). O resto é doação, que depois vai seguir adiante para outras crianças também.

33 semanas.

Vou fazendo as fotos da série #barrigudaise e me perguntando: até quando vai? Quantas fotos dessas ainda vou fazer? E por fim: como farei a foto com a bebê para fechar a série? (Mas é muito gostoso ficar pensando nessas coisas.)

diálogos · gravidez

Diálogos #72

Um dia qualquer, pela manhã, preciso acordar o Rafa. Ele abre os olhos, olha pra mim, depois cobre a cabeça com o cobertor e me diz:

– Eu quero voltar a dormir e só acordar em fevereiro, quando a minha irmãzinha nascer. <3

A foto é de 11/11/17, na Ponta do Sambaqui.

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gravidez

Diário de gravidez #7 – fim do segundo trimestre

Estou muito lenta para registrar a gravidez aqui. O último post foi quando acabava o quinto mês, agora eu já estou no sétimo! Em mais ou menos dois meses nossa bebê deve estar aqui conosco – que emoção!

2 de novembro, Ponta do Sambaqui.

Eu confesso: a ansiedade está começando a bater, dicunforça! Por vários, vários fatores. Exames de sangue que mostraram a glicose alta, e então, dê-lhe entrar em uma dieta bem séria para manter tudo sob controle – está funcionando lindamente, todos os exames extras mostram está valendo a pena. Aí a preocupação com o ganho de peso, que mencionei no post anterior, foi-se embora. Eu perdi peso assim que comecei a dieta, um mês atrás, e ainda não cheguei ao peso que estava. Nada com que nos preocuparmos, uma vez que agora o ganho de peso está controlado e o saldo de quilos, dentro do esperado para esse período da gestação. Outra questão é que a bebê está pélvica (sentada, não de cabeça pra baixo). Sei que é cedo, que ela ainda se mexe muito aqui dentro, tem espaço, tem tempo pra ela se movimentar bastante ainda e mudar de posição (alguns bebês viram durante o trabalho de parto), mas, né? Eu queria ler “apresentação: cefálica”. Um terceiro fator são as férias dos médicos que acompanham o meu pré-natal. Elas terminam bem perto do prazo previsto pro fim da gestação, quando o bebê está a termo, pronto para nascer sem prematuridade. Tudo correndo bem, pelo menos um deles já estará aqui quando a gestação completar 38 semanas. Mas eu vou ter que terminar o pré-natal com outro médico (conhecido e muito bom, mas não alguém que tenha me acompanhado), e eu me sinto tão à vontade com os meus obstetras que, sinceramente, não queria ter essa incerteza aí pro fim.

(E aquele momento de abrir um parênteses para registrar que é uma bosta a forma como a medicina obstétrica – e não só ela, infelizmente – funciona no Brasil, com a medicalização excessiva do parto, com tantas intervenções desnecessárias feitas por médicos que não querem ou já nem sabem mais acompanhar um parto fisiológico, deixar rolar e só intervir se houver real necessidade. É por causa de toda essa questão que eu tenho que ir atrás de um médico específico e de confiança para acompanhar meu pré-natal, mas não era pra ser assim se a gente pudesse confiar no sistema obstétrico brasileiro. Na verdade, os partos não deveriam nem ter que ser acompanhados por médicos obrigatoriamente; poderiam ser obstetrizes, parteiras, as midwives, e médico só em caso de parto de risco. É assim que funciona nos países desenvolvidos, enquanto no Brasil o pessoal quer impedir até doula de acompanhar a gestante durante o parto. É f***. Fecha parênteses e o momento problematizador.)

25 semanas (praticamente 26, na verdade).

Mas aí a gente racionaliza um pouquinho, põe os pés no chão, a cabeça no lugar e vê que não é pra tanto, também. Que o que importa mesmo é que a bebê está bem, nossa saúde está excelente, tudo corre bem e não tenho nenhum motivo real de preocupação, nenhum motivo para ter medo. Nem tudo sai como o planejado, mas isso é a maternidade – isso é a vida. É bom já ir se acostumando com a falta de controle, haha.

27 semanas.

E nisso o tempo vai passando, passando, passando… e estamos no terceiro trimestre. O último! Hoje, quando escrevo e publico este post, estou de 30 semanas. TRINTA FUCKING SEMANAS. É muito gestação avançada, gente, hahaha. Mesmo se nascesse agora, prematura, a bebê já teria condições de sobreviver fora do meu útero – e só isso já é um alívio enorme. Gravidez é mesmo um troço muito doido, de virar a cabeça da gente. Tanta coisa que me ponho a ler, pensar, planejar, imaginar (temer, hehe). Está sendo uma experiência incrível, pela qual eu estou apaixonada. <3

Por fim, eis a foto mais recente da série #barrigudaise, a das 29 semanas (faço as fotos quinzenalmente, sempre em semanas ímpares):

29 semanas.

Fica tão sem graça postar tantas fotos da série assim, juntas no mesmo post. Mas o que fazer, se a pessoa escreve um post pro blog a cada mês e meio?   ¯\_(ツ)_/¯

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