diálogos

Diálogos #69

O Rafa estava passando trabalho pra guardar uns livros na estante, livros de Star Wars. Ele empurrava e os livros não entravam. Então deu-se o seguinte diálogo:
Daise: Usa o poder da Força!
Rafael: Tô usando, o poder da força bruta.

generalidades

Roger Hodgson em Florianópolis 

Roger Hodgson, ex-vocalista do Supertramp.

Fomos ao show e foi bem legal. O cara tem quase 67 anos (vai completar essa idade em dois dias) e é incrível o que ele ainda consegue fazer com a voz, os agudos que ele alcança.

E a banda que o acompanha, que banda! Foi um baita show mesmo.

Confesso #1: Eu não conhecia o Supertramp tão bem assim (porque o massivo do show da cara é de fãs da banda que ele fundou em 1968). Quer dizer, eu conheço todos os maiores sucessos, óbvio, mas não ligava “o nome à pessoa”, ou seja, conhecia as principais músicas mas não sabia dizer que eram do Supertramp, até um tempo atrás – até conhecer o Jr, mais precisamente. Da mesma forma, conhecia de nome a banda Supertramp e – até conhecer o Jr – não sabia nomear/cantar uma música deles. Não ligava mesmo a banda à obra. Isso significa que durante o show eu sabia cantar uns poucos refrões, não sabia cantar uma única música inteira.

Foto feita de antes de o show começar, logo fomos bem mais pra frente. | Agradecida, pois: eu só estava lá por causa dele. <3

Confesso #2: Não tenho mais essa disposição toda pra assistir a show de pé. A gente comprou ingresso pro melhor lugar do show e estávamos a centímetros da grade que separava o palco da plateia. Mas, gente, duas horas em pé. Fui arrumadinha*, o que significa que eu estava de sandália com um certo saltinho – mas mais porque já que tenho vamos usar do que qualquer outra coisa, e porque em show em pé qualquer centímetro extra é fundamental, visto que não tenho nem 1,60 m. Aí, no fim, meus pés já acostumados ao conforto como prioridade cobraram sua fatura. O que eu queria mesmo era cadeirinha, show em teatro, ehehe. Pra contribuir, ainda tinha um grupo de pessoas (nada jovens) bem do nosso lado, com caixa térmica cheia de bebidas, que já chegaram bêbadas e encheram o saco o show praticamente inteiro, esbarrando na gente, falando sem parar, mesmo nas músicas mais calminhas. Aliás, teve um que ficou “dando esporro” no Roger, reclamando das músicas e dizendo que o cara não sabia mais fazer rock’n’roll, ahahaha. Mas incomodaram, afe. Enfim, reflexo dos anos passando, né, amores? A chatice da pessoa fica mais apurada com o tempo.

Agora, deixo 15 segundinhos de show pra vocês curtirem. Foi lindo, e o Roger foi muito simpático com o público e a cidade.

 

* arrumadinha e com um traçado quase estranho de delineador por motivos de: n00b na técnica de delinear olhos (felizmente não dá pra notar na foto).

generalidades

sem muito assunto

Quer dizer, até tem assunto. Aqui dentro tá um turbilhão. Mas nada de que eu queira (ou me sinta confortável ainda para) falar.

A boa notícia é que a tese está sendo encaminhada e eu vou poder em breve marcar a minha qualificação. Tive reunião com a orientadora e, como sempre, chego lá nervosa e cheia de medos, mas saio tranquila e cheia de perspectivas.

Não consegui ainda retomar a rotina de corridas. Simplesmente não corri desde que voltei de viagem. Estou com dificuldade para conseguir dormir cedo, e uma boa noite de sono é fundamental para fazer um treino com qualidade e saúde. Tenho ido dormir tarde porque fico lendo por muito tempo. Ao mesmo tempo, tô fazendo uma minibaguncinha na minha rotina de sono, pois geralmente me deito para ler relativamente cedo (por volta das 19h–20h) e logo fico com muito sono. E durmo. E tiro longos cochilos assim. Detalhe: sempre na cama dos meus enteados, ahaha – não é por acaso que eu sou a Crazy deles. Depois vou pra minha cama quando acordo, já tarde pra caramba, ou quando sou acordada por um menino reivindicando sua cama para poder dormir. <3

Até escrevi no twitter esses dias: Não tô grávida, mas com a fome e a leseira dos últimos dias, estar grávida seria pelo menos um consolo – ou uma boa desculpa.

Pelo menos estou retomando a rotina da academia, que também ficou toda bagunçada nessas férias, mesmo antes das viagens.

Estou tentando ser menos carrascona comigo. Ao mesmo tempo que preciso me cobrar certas coisas, sou ruim demais comigo em outras. Uma eterna busca pelo ~equilíbrio.

Ilha do Campeche vista da praia do Morro das Pedras, antes do forte e rápido temporal de domingo.

No domingo a gente iria andar de stand up paddle na Lagoa do Peri. Chegamos lá às 8h para descobrir que tinha sido cancelado por causa do vento forte, mas com razão, as condições de remada não estavam mesmo boas. À tarde tínhamos um compromisso com alunos do curso do Jr, ao qual iríamos de bicicleta, mas desistimos por causa da promessa de chuva – fomos de moto, porém, ahaha. Na volta, passamos na casa da minha mãe, que era caminho, pois era aniversário dela. Ela estava em recuperação de uma cirurgia para tratamento dos dentes e acabamos ficando bem pouco lá, foi só uma passadinha. Mas isso não me impediu de ficar muito, muito triste por não ter como ficar mais tempo lá com a minha mãe, e por várias razões além da cirurgia, mas nenhuma ligada a ela diretamente. Uma droga, isso. No fim, aniversários, para nós, acabam não sendo datas especiais, não sendo comemorados, independentemente de querermos ou não que seja assim (e acho que não queremos).

Agora tô saindo, que hoje tem show do Roger Hodgson pra gente ir.

viagens

[roteiro] Uma semana em Nova York – #1

Em julho/agosto de 2015 eu fui a Nova York. Demorei a escrever este post, pois tinha que descrever as tantas coisas que fizemos e selecionar as fotos – e foram muitas coisas que fizemos, foram muitas fotos que registramos.

Vista noturna a partir do topo do Rockfeller Center.
Vista noturna do sul de Manhattan a partir do topo do Rockfeller Center.

Eu amei essa viagem. Eu fui muito feliz nessa viagem. Eu fiquei deprimida quando saí para caminhar no último dia, por saber que era o último. Eu não queria voltar. Pelo menos não ainda. Tinha tanta coisa ainda pra conhecer, apesar de tudo que eu já tinha visto e conhecido – tanta coisa!

As fotos são clicáveis e abrem em tamanho maior. A maioria das fotos do post são minhas (as que não são minhas são do meu marido).

Primeiro dia, felizona.

Hospedagem: alugamos um quarto em Chinatown, pelo Airbnb (link). O nosso critério foi: ficar em Manhattan (que é caro pra cac***), pra poder fazer o máximo possível a pé. Hotéis eram caros e apartamentos inteiros no Airbnb também. Por isso pegamos um quarto apenas (ou seja, o cara que alugou pra gente mora no apartamento e estava lá grande parte do tempo, não ficamos absolutamente sozinhos). Foi nossa primeira experiência com o Airbnb. O Jr ficou mais incomodado do que eu com a situação, prometendo não fazer isso de novo, ehehe (eu fiz, mas em viagens que fiz sozinha depois). É que o quarto era privativo, mas o banheiro não. O banheiro ficava ao lado do nosso quarto (o quarto do anfitrião ficava numa parte do apartamento à qual não tínhamos acesso), e parece que havia convidados no apartamento o tempo todo; e eles usavam o banheiro que ficava do lado do nosso quarto. O problema nem era a proximidade do banheiro, o problema é que o quarto não tinha uma porta norma, de madeira, que pudesse ser fechada. Era uma porta deslizante de plástico, o que não dava muita privacidade ao casal aqui. Mas não foi algo que tenha estragado a experiência – pra mim, pelo menos. Mas o que decidimos fazer na nossa próxima ida juntos a Nova York: alugar um apartamento (ou hotel, dependendo do que oferecer o melhor custo) no Brooklyn, que foi um barro que amamos. Aí a gente compra aquele bilhete de viagens livres pro metrô e vai aonde quiser. Onde ficamos em Chinatown era legal, mas por ser bem ao sul, acabávamos caminhando muito e passando pelos mesmos lugares sempre (em geral; trocávamos as ruas, mas passávamos pelas mesmas regiões para ir e voltar todos os dias). E para ir muito longe, ou chegar rápido, ou voltar muito tarde, cansados de tanto caminhar, acabávamos tendo que pegar o metrô do mesmo jeito. De novo: não digo que não tenha valido a pena fazer da forma que fizemos; só vamos querer fazer diferente e viver outra experiência na próxima vez.

Mas vamos ao que interessa, que é mostrar e dar dicas dos passeios que fizemos:

Central Park. É muito amor. É muito grande. É muita coisa. Andamos, fomos várias vezes, em dias diferentes, pegamos sol de torrar a cuca, pegamos chuva de ter que procurar abrigo sob árvores, entramos pelo sul, entramos pelo norte… E falta tanto pra conhecer! É pra ir várias e várias vezes na viagem, e a dica é tentar sempre entrar e sair por um lugar diferente. O Central Park é cheio de atrações dentro dele, como zoológico, museu (o MET), lagoa com aluguel de barco, campo de baseball. Eu não fiz isto, mas deve ser muito legal alugar uma bicicleta para explorar mais áreas do parque. Também é um lugar incrível para correr, com as pistas bem marcadas em seus espaços para carro, bicicleta e pedestres. Aqui o link pro site oficial do parque, mas já aviso: é um site bem feinho e ruim de navegar.

Central Park.
Central Park.
Central Park
Central Park.

Strawberry Fields, o memorial que homenageia John Lennon, dentro do Central Park e perto do Dakota Building, o prédio em que John morava e onde ele foi assassinado, em 1980. Não deu pra fazer fotos do prédio; na verdade, mal deu pra vê-lo, pois a fachada estava coberta, em reforma. :(

Strawberry Fields - Central Park
Strawberry Fields – Central Park.

The Metropolitan Museum of Art (MET), disputando a posição de melhor museu com o Museu Americano de História Natural. O acervo desse museu é incrível! No quesito quadros e obras de arte, com certeza é o melhor de Nova York. Digo isso com convicção, mesmo tendo visitado poucos museus; amei o MET e o Museu Americano de História Natural, gostei do The MET Cloisters, mas detestei o passeio no MoMa – conto sobre isso no próximo post. Para conseguir acompanhar as exposições no MET, eu ia andando com o mapa do museu, riscando nele as salas por onde tínhamos passado e definindo o caminho a ser feito para ver as próximas exposições. Claro, óbvio, não deu pra ver nem metade. É o tipo de lugar pra ir de novo, e de novo, e de novo. O ingresso do MET ainda nos deu direito de ir num outro dia ao The Cloisters, um museu medieval no extremo norte de Manhattan (falo do Cloisters no próximo item). O legal de alguns museus, e o MET é um deles, é que o valor do ingresso é sugerido. Isso significa que eles indicam sim um valor (pro MET é 25 dólares), mas as pessoas não são obrigadas a pagar o valor sugerido. Em tese, cada pessoa paga quanto quiser para entrar no museu. Não me lembro exatamente quanto pagamos, mas não foi o preço sugerido, já que, sendo dois, dá 50 dólares, o que é muita grana, ainda mais em tempos de crise (pegamos um alta forte do dólar quando fomos). Mas, vou dizer, o valor é justo pelo que o museu oferece.

Dá até pena se enfiar num museu num dia lindo como esse, mas o acervo do MET compensa.
Dá até pena se enfiar num museu num dia lindo como esse, mas o acervo do MET compensa.
Coleção de arte egípcia no MET.

The MET Cloisters. O edifício principal do MET fica no Central Park (entrada pela Quinta Avenida). Já para chegar ao The MET Cloisters é preciso paciência e tempo sobrando na programação. Mas vale a pena. Fica a aproximadamente 15 quilômetros de Columbus Circus. Dá pra chegar lá de metrô (linha A), mas depois é preciso fazer uma caminhada de uns 10/15 minutos por um parque bem lindo, o Fort Tryon (encontrei este link pro parque e mais este). A saída do metrô até a rua é bem esquisita. Parece que a gente tá no lugar errado, tem que pegar um elevador velho, é tudo fechado, meio escuro, mas é assim mesmo. O elevador já te deixa na rua em frente à entrada do parque, é só atravessar. Dá pra pegar um ônibus até a porta do museu, mas o passeio pelo parque é superagradável e rápido. O museu não é grande, mas bastante interessante. Minha decepção ficou por conta de descobrir que aquele não é um antigo claustro de verdade. Parece que as pedras com que a edificação foi construída são de um claustro verdadeiro, mas tudo aquilo foi construído e pensado para ser um museu mesmo. Isso não desmerece a visita, claro. Dá um certo trabalho se organizar para chegar lá, mas vale a pena e eu faria de novo.

The MET Cloisters.
The MET Cloisters, museu medieval.
The Cloisters (MET), museu medieval.
The MET Cloisters, museu medieval.
The MET Cloisters, museu medieval.
The MET Cloisters, museu medieval.
The MET Cloisters, museu medieval.
The MET Cloisters, museu medieval.
A plaquinha mais linda que você respeita – Fort Tryon.

May you always find daisies and happiness here – Sobre essa plaquinha, tenho que fazer uma observação, pois não posso deixar de mencionar como isso me marcou. Essas placas estão pregadas em bancos no Central Park e no Fort Tryon (é onde me lembro de ter visto). Elas fazem parte do programa Adopt-A-Bench, por meio do qual as pessoas “adotam” um desses bancos, colaborando com a manutenção dos parques, e têm direito a colocar uma dessas plaquinhas e escrever nela o que quiserem. Há homenagem a alguém querido, famílias inteiras, animais de estimação, amigos ou singelos recados como este, que me marcou especialmente, por causa do meu nome nele (tradução da placa: “Que você sempre encontre margaridas/flores (daisies) e felicidade aqui”. Foi muito especial. Assim que cheguei à cidade e comecei a encontrar as primeiras plaquinhas, eu queria parar pra ler todas. Não dava, óbvio. Segundo o site oficial do Adopt-A-Bench, atualmente já são mais de 4.100 bancos adotados (de um total de mais de 9.000 bancos espalhados por Nova York). Então em determinado momento eu me conformei e parei de ler as tais plaquinhas. Mas quando eu voltava do The Cloisters pelo Fort Tryon, eu falei pro Jr: “Ah, eu vou ler pelo menos uma dessas plaquinhas daqui”. E-FOI-JUSTAMENTE-ESTA. Acho que a mais especial que eu poderia ler. Porque não é só a menção às daisies, é toda a linda mensagem, que combina tanto comigo. Foi especial. (PS: Ela tinha uma assinatura, mas eu tirei da foto antes de publicar)

Mais plaquinhas <3
Mais plaquinhas :)
Lendo e fotografando plaquinhas.
O que é que eu estava lendo e fotografando?

Times Square. Fomos já no primeiro dia. A gente chegou cansado da viagem. Estávamos hospedados em Chinatown e fomos caminhando de lá até o Central Park, passando pelo Madison Square Park (onde fica o Flatiron Building) e pela Quinta Avenida. Passeamos um pouco ali pela parte sul mesmo e depois voltamos pela Sétima Avenida, até ela encontrar a Broadway, exatamente no coração da Times Square. Ali entrei na Toys R Us e fiquei me divertindo na loja, como criança. (Um parênteses aqui pra dizer que meus enteados acabaram de voltar de Nova York, procuraram pela loja na Times Square e não a encontraram. Pediram informação e lhes foi dito que a loja de lá não existe mais. Como assim? E a roda-gigante? E o dinossauro?) Da Times Square voltamos pra Chinatown caminhando. Comemos num restaurante chinês e fomos dormir. Claro que não passamos na Times Square só uma vez. Fomos de dia, fomos de noite, voltamos. Uma das diversões dos turistas lá é se procurar nos telões de anunciantes (que de vez em quando mostram as pessoas que estão ali na hora) e torcer para ganhar um close. Ficamos um tempão brincando com isso e esperando; aparecemos algumas vezes no telão, mas o timing para fazer a foto e registrar não foi muito bom.

Times Square de dia.
Times Square de dia.
Times Square à noite.
Times Square à noite.
o/
Apareci no telão, mas deixei o celular na frente da cara, ahaha.
Não tampei a cara nesta, mas fiquei no limite do telão.
Não tampei a cara nesta, mas fiquei no limite do telão.
Madison Square Park.
Madison Square Park.
Flatiron Building, em frente ao Madison Square Park.
Flatiron Building, em frente ao Madison Square Park.
Loja da Apple na Quinta Avenida.
A famosa loja da Apple na Quinta Avenida.
Toys R Us – Pelúcias do Minecraft.
Toys R Us – Pelúcias do Minecraft.
O famoso tiranossauro da Toys R Us. Como é um animatronic, ele se mexia e urrava de verdade (agora que essa loja não existe mais não sei se ele está em outra ou não).
O famoso tiranossauro da Toys R Us. Como é um animatronic, ele se mexia e urrava de verdade (agora que essa loja não existe mais não sei se ele está em outra ou não).
Toys R Us - Lego.
Toys R Us – Lego | “Hulk Sad

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Chinatown
Chinatown.
Jantinha deliciosa em Chinatown.
Jantinha deliciosa em Chinatown.

Staten Island, ferryboat e Estátua da Liberdade. Fomos cedinho pegar o ferryboat gratuito para Staten Island, porque mais tarde a embarcação fica bem cheia. O ferryboat passa em frente à Estátua da Liberdade, que não tínhamos a intenção de visitar; ver àquela distância estava ótimo. Além da estátua, o passeio oferece uma vista lindíssima do skyline sul de Manhattan. Sério, eu recomendo muito que se faça esse passeio. Claro que tem gente que vai preferir fazer o passeio turístico até a Ilha da Liberdade (preço mínimo: 25 dólares) e ver a estátua de pertinho, eu entendo. Mas, vale dizer de novo: o ferryboat é grátis. Tem wifi grátis nos dois terminais (Manhattan e Staten Island) e nas embarcações. Vale a pena ir num dia bem aberto, pra poder apreciar bem a paisagem.

Estátua da Liberdade
Estátua da Liberdade vista do ferryboat para Staten Island (foto com zoom).
Estas são as vistas para a Estátua da Liberdade e para o skyline de Manhattan a partir do ferryboat.
Estas são as vistas para a Estátua da Liberdade e para o skyline de Manhattan a partir do ferryboat.

Brooklyn Bridge, bairro do Brooklyn, Smorgasburg e Manhattan Bridge. Fomos até a ponte do Brooklyn três vezes. Na primeira, a gente caminhou até um pedaço dela, pra conhecer. Na segunda, fomos cedo, para passear no Brooklyn, ir à Smorgasburg (a famosa feirinha gastronômica do Brooklyn), mas voltamos pela outra ponte, a Manhattan Bridge, aquela ao lado, azul, linda. A gente ficava olhando pra ela de longe, achando que ela era ainda mais bonita do que a do Brooklyn, e aí nesse dia resolvemos descobrir como atravessar de volta pra Manhattan por ela. Valeu demais. Ela é bem mais vazia, tranquila, apesar de nela passar o metrô, e oferece a vista inversa, que é a da Ponte do Brooklyn. A ponte nos deixou em Chinatown de novo. Recomendo muito que se cruze a Manhattan Bridge, e recomendo ainda que o façam no mesmo sentido que fizemos, Brooklyn–Manhattan. A terceira vez que fomos à Brooklyn Bridge foi à noite, na véspera de voltarmos ao Brasil.

Ponte do Brooklyn.
Ponte do Brooklyn.
Ponte do Brooklyn - É legal porque a área para pedestres e ciclistas é assim, mais alta do que a dos carros.
Ponte do Brooklyn – É legal porque a área para pedestres e ciclistas é assim, mais alta do que a dos carros.
Manhattan vista do Brooklyn.
Manhattan vista do Brooklyn.
As entradas de casas no Brooklyn são um charme só. O clichê
As entradas de casas no Brooklyn são um charme só. O clichê “parecem de filme”. Este é um bairro muito tranquilo de passear, calmo, diferentemente de Manhattan.
Smorgasburg – Brooklyn.
Smorgasburg – Brooklyn.
Smorgasburg - A feirinha é maior do que parece nessa foto.
Smorgasburg – A feirinha é maior do que parece nesta foto.
Passando pela lindíssima Manhattan Bridge – recomendo!
Passando pela lindíssima Manhattan Bridge – recomendo!
A Manhattan Bridge termina em Chinatown, com esta vista.
A Manhattan Bridge termina em Chinatown, com esta vista.

Também procuramos passar em frente ao “Friends building (não tem esse nome, mas ficou conhecido assim), o edifício que aparecia como fachada do prédio onde moravam os personagens do seriado Friends ♥ (eu sei que o Ross não chegou a morar lá, mas vocês entenderam, né?). O prédio fica na esquina da Bedford Street com a Grove Street. Passamos por ali à noite, o que foi legal, porque o prédio estava igual à forma como ele aparece na abertura do seriado.

Friend's Building.
Friends Building.
A esquina, o endereço do
A esquina, o endereço do “Friends Building”.

Vou terminar este post por aqui, porque já tem bastante informação e muitas fotos. Depois faço outro post com o resto das atrações que vimos e outras dicas. Tem muuuuita coisa pra contar ainda.

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agora

Eu estou quase finalizando o primeiro post sobre a viagem pra Nova York – um ano e meio depois de voltar, mas ok. O texto já estava quase todo escrito há um tempo, mas o post ficou inacabado e parado por um longo período. Eu coloquei o que faltava dessa primeira parte e estava agora à tarde executando a difícil tarefa de selecionar as fotos. Estava feliz por isso, crente de que postaria o texto ainda hoje, mas aí faltou energia elétrica, há quase duas horas, e fui obrigada a interromper a tarefa, bem quando estava disposta a encerrá-la.

~

Hoje acordei impaciente e indisposta. Peguei a bicicleta e fui à academia, mas quando cheguei lá não consegui nem terminar a série de mobilidade, que faço antes da série de força. Eu queria sair e pedalar, dar a volta no Morro do Badejo – pra fazer isso eu me sentia disposta. Acontece que sol e calor matador, quase 11h da manhã, não me arrisquei. Aí voltei pra casa. Assumi que não estava bem, não quis (nem consegui) forçar e larguei o treino.

~

Não voltei a correr ainda. Fiquei quase um mês fora, em duas viagens, e desde que cheguei, já faz quase duas semanas, não retomei a corrida.

MAS na semana passada saí pra “correr” com o Rafa. Quando eu o levei a participar de uma provinha de corrida pra crianças, ele usou um par de tênis meu. Agora ele comprou um par de tênis do mesmo modelo de um outro de corrida que eu tenho (o Nike LunarEpic) e estava todo empolgado pra correr comigo. No sábado passado, então, ele marcou comigo o compromisso de saírmos pra correr com os nossos tênis irmãos. Corremos pouco (quando ele queria e pelo tempo que ele queria), caminhamos bastante e conversamos demais. Foi um passeio ótimo com o meu Rafofura, que é uma companhia adorável.

Se clicar nas fotos acima elas abrem maiores, em galeria.

~

PS: Na hora em que estava terminando de fazer o upload das fotos a energia elétrica voltou. Aí o post já estava pronto e eu não iria jogá-lo fora, né? Vou terminar a seleção de fotos e publico o post de NYC amanhã.

 

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em trânsito

Estou em Casablanca, no Marrocos, em conexão para Roma. Que vontade de ter uns diazinhos extras para explorar esse país.

Tô me sentindo muito cosmopolita, pois ainda no sábado eu estava voltando de Cuba. A viagem a Cuba era de férias, estava agendada desde maio, acho. Esta para a Itália surgiu de última hora. Vou a Veneza apresentar um trabalho num evento da minha área de pesquisa no doutorado. E também terei uns dias livres em Roma, onde ficarei na casa de uma amiga que mora lá.

Estou aqui, num país árabe na África, refletindo sobre diferenças culturais tão fortes, que me fazem pensar se está certo eu sorrir pra pessoa que vai se sentar ao meu lado no banco do aeroporto, por exemplo. É assim que eu sou. Eu sorrio, eu afasto a minha mala para dar espaço, eu me desculpo se a manga do meu casaco está sobre o banco. Mas não sei mesmo se, sendo mulher especialmente, eu deveria sorrir tanto, como é o meu comportamento normal. Muito curioso – e um pouco assustador – tudo isso.

Daqui a pouco sai o meu voo e em poucas horas estarei na Itália, mais um país que vou conhecer. <3

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2016

Tenho uma lista enorme de posts para colocar em dia. Os mais atrasados são os posts de viagem e os de corrida (pra falar das duas últimas provas, a Meia Maratona Rock’n’Roll, que corri em Lisboa, e a Meia Internacional de Floripa, em que corri 5k, em casa, e fiz pódio). De viagem… Nossa! Tem post atrasado desde pelo menos 2014: Foz do Iguaçu, Portugal, Nova York, Trilha do Rio do Boi (RS), Brasília/Vitória, Curitiba/Morretes, Equador, grutas de Botuverá, Portugal pela segunda vez e Paris. Também tem viagens dos anos anteriores que nunca vieram pra cá, como Chile, Colômbia e outras no Brasil e mesmo em Santa Catarina. Eu queria postar sobre todas, mas se eu tenho acumulado mais viagens do que dou conta de descrever também não vou reclamar!

Os fatos mais marcantes de 2016 foram:

  • O nascimento da minha segunda sobrinha biológica, a Sara, em junho, em Portugal, motivo da minha segunda viagem ao país.
As sobrinhas: Sara e Bruna.
As sobrinhas portuguesas: Sara e Bruna.
  • Comecei a fazer aulas de bateria. Yeah! 🤘🏼 E eu me empolguei pra caramba com isso. Fiz três apresentações na escola de música (vou escrever sobre isso). Eu sempre me apresentei com pelo menos um membro da família, mas uma das apresentações foi só nós quatro tocando Beatles. Foi lindo e feliz demais. play no vídeo:
As minhas caras tocando bateria são as piores. Preciso aprender a relaxar enquanto toco e, principalmente, a sorrir. Vendo as fotos nem dá pra dizer que eu estava feliz. E eu estava; muito.
  • Corri uma prova de rua pela primeira vez. E pela segunda, pela terceira, quarta e quinta (os posts das duas últimas estão pra sair). A terceira e a quarta foram internacionais – aproveitei que estaria em Lisboa e pesquisei corridas que pudesse fazer lá; achei uma para cada domingo que passaria em Portugal. As fotos abaixo são da Rock’n’Roll Half Marathon Lisboa. São todas com marca d’água porque o preço de cada foto era de quase 20 euros. Sem condições, né? Clica nas fotos que dá pra ver um pouco maior.
  • Fiz uma trilha e subi a quase 5.000 metros de altitude (no Equador, post a sair – sério?). Fiz outra trilha descendo para uma lagoa – MARAVILHOSA – dentro de um vulcão. Lá no Equador também vi (de longe) o ponto mais distante do centro da Terra, que é o pico do vulcão Chimborazo. Não é o ponto mais alto do mundo, que, todos sabem, é o Himalaia. O Chimborazo não tem a maior altitude (a altitude é medida em relação ao nível do mar), mas por estar sobre a linha do Equador, na parte do nosso planeta que é mais “larga”, é o ponto mais distante do centro da Terra.
A estonteante laguna dentro do Vulcão Quilotoa.
A estonteante laguna dentro do Vulcão Quilotoa.
  • Evoluí bastante o meu nível de francês. Ainda empaco um pouco pra falar, lembrar das conjugações verbais e do uso das preposicões, mas já entendo bem pra caramba (na minha concepção). E num tópico relacionado: conheci Paris e me apaixonei. <3
Bonjour, Paris.
Bonjour, Paris.
  • Finalmente coletei os dados para o experimento piloto da minha tese. Agora vai! 2017 é o último ano do doutorado, tenho que defender minha tese no primeiro semestre do ano que vem. O ano de 2016 iniciou com planos para fazer um doutorado sanduíche (na França ou na Holanda), mas terminou com a certeza de que não vai rolar. Paciência. Essa questão eu já tenho resolvida, e também tem a ver com as prioridades que a gente define pra vida. Porém, do sonho de morar fora do país eu ainda não desisti. Quem sabe no pós-doc? ;)

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  • Aceitei algumas características minhas e também me esforcei para mudar algumas de que não gosto. Há muito a ser feito ainda, é um processo, mas tem sido positivo, tanto ver as mudanças que já aconteceram quanto ver que tem coisas que é preciso aceitar mesmo, que são da gente e que nos fazem bem. Eu sempre me cobrei muito, ainda me cobro. A minha vida inteira eu fui perfeccionista demais, exigindo demais de mim mesma. Não bastava fazer bem; o que eu tinha que fazer tinha que ser o melhor. Hoje, pra muitas coisas eu já aceito apenas fazer bem. Fazer. Que o esforço demandado não seja nocivo nem me sugue demais. Ainda tenho que aprender a ser mais organizada, a controlar melhor o meu tempo e a gerir minhas tarefas.
    Que em 2017 eu realize esses e outros desejos. <3