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SP Trip: Guns n’ Roses + Alice Cooper + Tyler Bryant and The Shakedown

Quando eu era criança, tinha em casa um LP do álbum Appetite for Destruction, que provavelmente era do meu tio, mas acabou ficando pra mim. Eu devorava aquele disco. Ouvia, pegava o encarte e cantava as letras (meu primeiro contato com o inglês deve ter sido cantando as letras desse disco e de um disco duplo do Bee Gees, hehe). Ou seja: GnR fez parte da trilha sonora da minha infância.

Em 2014, o Guns n’ Roses fez um show aqui em Floripa. Não fui nem quis ir. Pensei: “sem o Slash não é a mesma coisa”.

No final do ano passado, o Guns estava em nova turnê pelo Brasil, dessa vez com a participação do Slash e do Duff McKagan. Fiquei com vontade de ir, queria levar o Victor pra ver o Slash ao vivo (Victor é meu enteado guitarrista que tem os cabelos, um par de óculos e uma guitarra como os do Slash, embora essas coincidências tenham sido por acaso). Olhei o preço do ingresso e da excursão (o show mais perto seria em Curitiba), e achamos muito caro para irmos os três (Victor, Jr e eu). Não éramos assim tão fãs da banda, afinal. Pra mim, tinha uma questão nostálgica, mas enfim, deixamos pra lá.

Victor fazendo cosplay de Slash numa apresentação na Garagem 2020.

O fato é que eu me arrependi. Me arrependi pelo Victor – que tem só 16 anos, mas já levamos pra ver Paul McCartney e David Gilmour, o guitarrista preferido da banda preferida do Vi. Pensei: “Poxa, o Slash não faz mais parte do Guns, só está em turnê agora com a banda; depois acaba essa turnê, e nós perdemos a chance de levar o Vi pra ver o Slash com o Guns, que é muito mais legal”. E me arrependi a sério mesmo. Várias vezes eu verbalizei isso pro Jr, que tinha sido uma chance e deveríamos tê-la aproveitado.

Eis que, pra minha surpresa, Slash e Duff McKagan voltam ao Brasil com o Guns e o Axl Rose em 2017. Assim que descobri o show, fui atrás da informação. Eu e o Victor pagamos meia-entrada nos shows, pois somos estudantes. A princípio, o Jr iria conosco, mas o show era em São Paulo, em dia de semana, e o Jr dá aula (além de até gostar de algumas músicas, mas não ser lá grande fã da banda). Ponderando tudo isso, ele disse: “Vão tu e o Victor”. Ele sabia o quanto eu queria que o Victor assistisse ao vivo a um dos maiores guitarristas da história do rock, e nos incentivou a fazermos essa viagem juntos. <3

Chegando ao Allianz Parque e esperando os shows começarem (o Victor de cabelos mais curtos e eu com o rosto redondinho de gestante, hihihi).

E foi demais! Como valeu a pena! Não só pelo show do Guns, mas pelos ótimos shows do Alice Cooper, mais uma vez recebendo o Andreas Kisser no palco (pena que estávamos muito na frente, num lugar apertado, eu mal consegui ver o show), e da até então desconhecida – pra nós – banda Tyler Bryant & The Shakedown, que adoramos. Nossa viagem mais uma vez foi com a Friends Session, que nos dá tranquilidade e segurança para curtir shows épicos em várias cidades (obviamente isso não é um jabá, visto que esse blog tem quase nada de leitores, mas não posso deixar de fazer essa recomendação maravilhosa pra quem é de SC).

Fotos do Slash, do Axl e do Duff: Celso Tavares/G1 (se clicar nas fotos, dá pra vê-las maiores).

E eu voltei pra casa pensando assim: O Victor me agradece por essa experiência, porque foi algo que eu quis muito que ele vivenciasse, e me esforcei para viabilizar essa experiência pra ele; mas eu tenho que agradecer ao Victor, porque foi a vontade de levá-lo a esse show que me fez estar lá e também viver mais uma experiência musical incrível! Eu não teria ido se não fosse por ele, tanto quanto ele foi por causa de mim. Além de tudo, ele foi uma excelente companhia de viagem, passamos um dia e meio inteiro juntos, grudados, sem folga, e foi muito tranquilo. Como eu amo esse moleque! :D

Comprei um body de lembrança pro bebê, já que ele estava conosco no show, ainda que dentro da barriga. (:
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a formatura da minha mãe

Diva. (:

No dia 28 de julho de 2017, a minha mãe se formou pedagoga na UFSC. Um mês antes, no dia 28 de junho, ela defendeu seu TCC de uma forma linda, madura e que me encheu de orgulho – e lágrimas.

Que trajetória bonita! Sonhamos tanto com esse dia, com esse acontecimento, e agora ele chegou, ele passou. Minha mãe, que teve que parar os estudos ainda no Ensino Médio quando ficou grávida de mim (e ela amava estudar!), agora tem diploma universitário, e vai ser uma profissional maravilhosa na área dela.

Na defesa do TCC.

Quando passou no vestibular para o ano de 2014, ela foi aprovada nas duas universidades públicas catarinenses, a UFSC e a Udesc. Ela pôde escolher em qual das duas melhores universidades do estado ela estudaria.

Para concluir o Ensino Médio, ela frequentou a EJA – Educação de Jovens e Adultos. O tema do TCC dela foi também a EJA, com acompanhamento presencial de uma turma de alfabetização. Ela escreveu tendo os dois pontos de vista, o de aluna e o de professora na EJA. Eu li o TCC dela, que trabalho lindo! A defesa foi linda, os comentários e os elogios da banca foram lindos. Tudo lindo, e eu fiquei sem palavras quando acabou, pois precisava de um tempo para elaborar tudo o que aquilo significava.

Eu me acabei de chorar na defesa do TCC. Eu me acabei de chorar na formatura. Eu estou “acabada” de felicidade e orgulho.

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quanto ao doutorado…

… não estou mais tão ansiosa (desesperada) como antes. Eu tenho uma orientadora tão maravilhosa, que nem sei se a mereço, haha.

Eu saí da sensação de estar imersa no caos, com milhões de coisas pra fazer, sem saber qual caminho seguir primeiro, por onde começar. Sabe aquela história ~básica é óbvia~ de dar um passo de cada vez? Eu queria dar todos os passos, em todas as direções, de uma vez só, e estava quase dando de cara no chão. Aí vem a orientadora, me acalma, me diz algo como: "faz isso, só isso, não pensa em outra coisa agora; depois dessa etapa vencida, a gente define a próxima". E assim eu me sinto capaz de novo de dar conta do que tenho ainda pela frente.

Só ter definido essa situação já me tirou um peso gigante das costas. O alívio e a própria empolgação com a pesquisa voltaram imediatamente.

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~

Tá difícil atualizar o blog. Vai dando preguiça de selecionar e editar fotos*, não gosto da minha escrita, não sei se o que tenho pra dizer é tão interessante assim (pelo menos o jeito de dizer eu não acho)…

Queria manter do blog um diário mesmo, com aqueles registros que nos fazem bem quando a gente volta depois de um tempo e lê (daí também a ideia do nome do blog).

Até escrevo uns posts mentais de vez em quando, que nem acho ruins, mas eles acabam não vindo pra cá, no fim das contas.

E não é que não tenha nada de interessante acontecendo na vida, que não mereça (o esforço d)o registro. Tem sim. Mas eu também ando com tantas pendências, especialmente em relação à tese, que me imaginar "gastando" tempo pra me dedicar a um post mais demorado, como os atrasados de viagem, me faz sentir muito culpada, aí não faço.

* Agora meu celular tem 128GB de memória, espaço o bastante para fazer e armazenar muitas fotos. Só que a falta de espaço deixa de ser um problema, por um lado, e se torna outro problema, por outro lado. Porque acaba tendo tanta coisa acumulada, que tô sempre adiando a seleção, a edição e o backup de tudo. Não aguento mais ser essa pessoa, gente.

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quero comeeeeeer

Chega à noite e eu sinto um desespero por comida salgada. Hambúrguer, macarrão, cachorro-quente prensado…

Aí fico namorando – e sofrendo de amor não correspondido – cardápios do iFood. Eu abro o app e fico ali, lendo nomes de pratos e fazendo refeições mentais. Masoquista. 

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que semana!

 

E ainda é terça-feira…

Todo dia uma gangorra emocional. Vem nimim, maio, que abril tá f***.

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um pouco melhor? muito!

Acabei de ter uma reunião por telefone com a minha orientadora. Eu amo a minha orientadora. Ela é incrível. Ela me anima, me põe pra cima, me inspira, me enche de confiança.

É curioso. Eu sempre acho que ela deve estar decepcionada comigo, arrependida de me orientar, querendo me “deserdar”. Eu acho que eu dou motivos pra isso. Que a minha pesquisa não está boa o suficiente e que eu não estou fazendo o mínimo que deveria.

Aí a gente conversa. Aí ela me mostra a quantidade de dados que eu tenho, a quantidade de respostas que já apareceram, quantas análises é possível fazer, quantas perspectivas tem a minha pesquisa. E eu saio outra dessas conversas. Confiante, animada, empolgada, motivada, esperançosa.

Ainda não terminei o texto que tenho que enviar para os membros da banca de qualificação. Mas estou com outro ânimo para terminar essa tarefa. Não posso é, de novo, me esquecer de todas essas coisas que ela me disse e me fez ver. Ela sempre me diz, e uns dias depois eu acabo esquecendo.

É isso. Com uma ligação ela mudou completamente o meu ânimo com relação à minha pesquisa de doutorado. Eu estou grata por isso, aliviada e feliz. <3