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a formatura da minha mãe

Diva. (:

No dia 28 de julho de 2017, a minha mãe se formou pedagoga na UFSC. Um mês antes, no dia 28 de junho, ela defendeu seu TCC de uma forma linda, madura e que me encheu de orgulho – e lágrimas.

Que trajetória bonita! Sonhamos tanto com esse dia, com esse acontecimento, e agora ele chegou, ele passou. Minha mãe, que teve que parar os estudos ainda no Ensino Médio quando ficou grávida de mim (e ela amava estudar!), agora tem diploma universitário, e vai ser uma profissional maravilhosa na área dela.

Na defesa do TCC.

Quando passou no vestibular para o ano de 2014, ela foi aprovada nas duas universidades públicas catarinenses, a UFSC e a Udesc. Ela pôde escolher em qual das duas melhores universidades do estado ela estudaria.

Para concluir o Ensino Médio, ela frequentou a EJA – Educação de Jovens e Adultos. O tema do TCC dela foi também a EJA, com acompanhamento presencial de uma turma de alfabetização. Ela escreveu tendo os dois pontos de vista, o de aluna e o de professora na EJA. Eu li o TCC dela, que trabalho lindo! A defesa foi linda, os comentários e os elogios da banca foram lindos. Tudo lindo, e eu fiquei sem palavras quando acabou, pois precisava de um tempo para elaborar tudo o que aquilo significava.

Eu me acabei de chorar na defesa do TCC. Eu me acabei de chorar na formatura. Eu estou “acabada” de felicidade e orgulho.

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quanto ao doutorado…

… não estou mais tão ansiosa (desesperada) como antes. Eu tenho uma orientadora tão maravilhosa, que nem sei se a mereço, haha.

Eu saí da sensação de estar imersa no caos, com milhões de coisas pra fazer, sem saber qual caminho seguir primeiro, por onde começar. Sabe aquela história ~básica é óbvia~ de dar um passo de cada vez? Eu queria dar todos os passos, em todas as direções, de uma vez só, e estava quase dando de cara no chão. Aí vem a orientadora, me acalma, me diz algo como: "faz isso, só isso, não pensa em outra coisa agora; depois dessa etapa vencida, a gente define a próxima". E assim eu me sinto capaz de novo de dar conta do que tenho ainda pela frente.

Só ter definido essa situação já me tirou um peso gigante das costas. O alívio e a própria empolgação com a pesquisa voltaram imediatamente.

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~

Tá difícil atualizar o blog. Vai dando preguiça de selecionar e editar fotos*, não gosto da minha escrita, não sei se o que tenho pra dizer é tão interessante assim (pelo menos o jeito de dizer eu não acho)…

Queria manter do blog um diário mesmo, com aqueles registros que nos fazem bem quando a gente volta depois de um tempo e lê (daí também a ideia do nome do blog).

Até escrevo uns posts mentais de vez em quando, que nem acho ruins, mas eles acabam não vindo pra cá, no fim das contas.

E não é que não tenha nada de interessante acontecendo na vida, que não mereça (o esforço d)o registro. Tem sim. Mas eu também ando com tantas pendências, especialmente em relação à tese, que me imaginar "gastando" tempo pra me dedicar a um post mais demorado, como os atrasados de viagem, me faz sentir muito culpada, aí não faço.

* Agora meu celular tem 128GB de memória, espaço o bastante para fazer e armazenar muitas fotos. Só que a falta de espaço deixa de ser um problema, por um lado, e se torna outro problema, por outro lado. Porque acaba tendo tanta coisa acumulada, que tô sempre adiando a seleção, a edição e o backup de tudo. Não aguento mais ser essa pessoa, gente.

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quero comeeeeeer

Chega à noite e eu sinto um desespero por comida salgada. Hambúrguer, macarrão, cachorro-quente prensado…

Aí fico namorando – e sofrendo de amor não correspondido – cardápios do iFood. Eu abro o app e fico ali, lendo nomes de pratos e fazendo refeições mentais. Masoquista. 

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que semana!

 

E ainda é terça-feira…

Todo dia uma gangorra emocional. Vem nimim, maio, que abril tá f***.

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um pouco melhor? muito!

Acabei de ter uma reunião por telefone com a minha orientadora. Eu amo a minha orientadora. Ela é incrível. Ela me anima, me põe pra cima, me inspira, me enche de confiança.

É curioso. Eu sempre acho que ela deve estar decepcionada comigo, arrependida de me orientar, querendo me “deserdar”. Eu acho que eu dou motivos pra isso. Que a minha pesquisa não está boa o suficiente e que eu não estou fazendo o mínimo que deveria.

Aí a gente conversa. Aí ela me mostra a quantidade de dados que eu tenho, a quantidade de respostas que já apareceram, quantas análises é possível fazer, quantas perspectivas tem a minha pesquisa. E eu saio outra dessas conversas. Confiante, animada, empolgada, motivada, esperançosa.

Ainda não terminei o texto que tenho que enviar para os membros da banca de qualificação. Mas estou com outro ânimo para terminar essa tarefa. Não posso é, de novo, me esquecer de todas essas coisas que ela me disse e me fez ver. Ela sempre me diz, e uns dias depois eu acabo esquecendo.

É isso. Com uma ligação ela mudou completamente o meu ânimo com relação à minha pesquisa de doutorado. Eu estou grata por isso, aliviada e feliz. <3

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e aí, como vai? não sei.

O plano era estar postando a cada dois, três dias, mais ou menos. Já faz duas semanas que postei pela última vez.

As coisas todas estão uma bagunça – inclusive a minha cabeça.

Fui ao clube no sábado buscar o Rafinha após a aula de tênis dele. A moça que trabalha na portaria chamou a minha atenção, pois não tem me visto mais ir ao clube. “Que é, isso, Daise, abandonando os esportes?”. Por aí vocês tiram como está a situação, já que até a moça da portaria do clube (a academia que eu frequento fica no clube) está puxando a minha orelha.

Corrida? Quem dera. Não voltei ao ritmo do ano passado. Ensaiei uns retornos, mas é difícil, né? É aquela mesma história de todo mundo que faz uma atividade física, para (do verbo parar – tirar esse acento diferencial foi uma estupidez) e depois retoma: recomeçar é mais difícil do que começar (ou, no mínimo, muito mais chato). Quando a gente começa, qualquer coisa é mais do que a gente fazia. Quando a gente retoma, tem que ser devagar, e aí a gente vai pra 5k, 7k, numa velocidade mais baixa, pro corpo se readaptar, e fica lembrando que já fez uma meia maratona, que já correu muito mais e muito mais rápido do que aquilo. E a gente (a gente = eu) sabe que dá pra fazer aquilo tudo de novo, mas não ainda.

Tenho tentado retomar a corrida com o ciclismo. Meu ciclismo sempre foi mais de passeio, nunca foi “competitivo”. Não tenho prazer em pedalar rápido, fazer grandes esforços físicos na bicicleta. O ciclismo que me agrada é contemplativo. Prefiro pedalar longas distâncias com calma, do que fazer um trajeto mais curto “pauleira”. Mas ainda assim, pedalar é se mexer, é se exercitar. Então, enquanto o ânimo para a corrida não volta com tudo, eu me distraio com umas pedaladinhas, pois mesmo não pedalando por muito tempo, eu posso ir mais longe do que com a corrida. O chato de fazer treino de curta distância em corrida é que a gente nunca vai muito longe e fica sempre limitado às mesmas paisagens (a gente = eu). Não é só isso que me faz não voltar com tudo pra corrida, mas enfim.

Tem muita coisa. Uma das coisas que mais está me ocupando a cabeça é a minha tese. Já tenho data para qualificar, tenho que enviar o texto finalizado pra banca amanhã, mas estou extremamente aborrecida com tudo. Achando que não fiz tudo o que tinha que fazer, ansiosa com a banca, com as próximas etapas, com todas as coisas que envolvem esse assunto. Bom, sempre me disseram que em algum momento eu surtaria com o doutorado. E agora eu me vejo entrando nessa espiral de ansiedade e angústia.

Páscoa. Minha irmã pinta de tinta guache umas patinhas de coelho no piso da casa para divertir a minha sobrinha de dois anos e quase oito meses.

– Filha, quem que veio aqui em casa?
– O Coelhinho. Ai, ai, Coelhinho!
[será que o Coelhinho não trouxe chocolate pra Bruna?]
– O que o Coelhinho fez?
– Ele sujou a casa!

É isso. Ela ficou mais indignada que o Coelho sujou a casa do que agradecida pelos chocolates que ele deixou pra ela.